A Polícia Federal (PF) informou ao Supremo Tribunal Federal (STF), na segunda-feira (24), que não conseguiu realizar a perícia nos
Realizada em outubro de 2025 contra a facção Comando Vermelho, a
As imagens das câmeras corporais foram requisitadas pelo gabinete do ministro Alexandre de Moraes no âmbito da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 635, conhecida como ADPF das Favelas. A ação estabelece medidas para reduzir a letalidade policial em comunidades, como a preservação de cenas de crime e a obrigatoriedade do uso de câmeras em fardas e viaturas.
No ofício ao STF, o diretor-geral substituto da PF, William Marcel Murad, afirmou que, “como o download não se encontrava ativo, restou inviabilizada a extração dos arquivos para fins de preservação, análise de viabilidade técnica e eventual realização de perícia”.
A Polícia Civil informou que menos da metade dos agentes utilizou câmeras corporais na operação, alegando falhas técnicas nos equipamentos. Entre os arquivos solicitados estariam, segundo a Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, registros audiovisuais de necropsias.
Após a operação nos Complexos da Penha e do Alemão, o Ministério Público Federal e a Defensoria Pública da União questionaram o cumprimento das determinações do STF. Seis policiais foram denunciados à Auditoria de Justiça Militar por crimes como peculato, violação de domicílio, constrangimento ilegal, roubo e recusa de obediência a ordem superior.
De acordo com as investigações, agentes teriam arrombado residências, entrado em imóveis sem autorização e constrangido moradores sob ameaça. A análise das imagens corporais também apontou o suposto roubo de um celular e de um fuzil abandonado por um criminoso em fuga, além de tentativas de obstrução das câmeras presas às fardas.
* Com informações de Agência Brasil