Após chuva histórica, 3 mil seguem fora de casa em Juiz de Fora; saiba como ajudar

Chuva deixou ao menos 25 mortos na cidade; bombeiros seguem em buscas por vítimas soterradas enquanto igrejas e escolas acolhem desabrigados

Chuva deixou um rastro de destruição em Juiz de Fora, com alagamentos e deslizamento de encostas

Pelo menos 3 mil pessoas seguem fora de casa, entre desabrigadas e desalojadas, após o temporal que atingiu Juiz de Fora, na Zona da Mata, entre segunda (23) e terça-feira (24). A Igreja Nossa Senhora Aparecida, no bairro Linhares, na Zona Norte da cidade, tornou-se um dos principais pontos de acolhimento e arrecadação de donativos.

O templo fica na Rua Diva Garcia, uma das vias mais afetadas pelas chuvas. A região é próxima a dois córregos e historicamente sofre com alagamentos em períodos de chuva intensa.O vigário da paróquia, padre Jorge Lopes, destacou o papel da igreja em momentos de tragédia.

“A nossa igreja é um ponto de referência quando acontece esse tipo de tragédia. É como se fosse um porto seguro para esse povo”, afirmou.

Segundo ele, a paróquia está arrecadando água mineral, cestas básicas, roupas e material de limpeza. “Se você puder nos ajudar com esses materiais, é muito importante, porque tem muita gente desabrigada”, reforçou.

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O padre também relatou o impacto emocional nas famílias atingidas. “É uma realidade muito traumática. Foi em dezembro aquela chuva torrencial, agora em fevereiro acontece a mesma coisa. Vizinhos perderam tudo: fogão, colchão. A pessoa vive numa situação de ansiedade. É muito difícil”, disse.

O bairro Linhares, que tem cerca de 30 mil moradores, já havia sido duramente atingido por chuvas em dezembro e, segundo o padre, muitas famílias ainda tentavam se recuperar quando foram novamente impactadas pelo temporal desta semana.

Para quem deseja ajudar, a igreja segue recebendo cestas básicas, material de limpeza, roupas de cama, mesa e banho, além de itens de higiene pessoal.

Como ajudar

Outras formas de ajudar as vítimas incluem doações financeiras ao SOS Águas, iniciativa do Serviço Social Autônomo (Servas) para auxiliar atingidos pelas chuvas. As doações podem ser feitas via PIX, pela chave sosaguas@servas.org.br, e serão convertidas em créditos para um cartão humanitário, além da coleta de itens essenciais, como alimentos não perecíveis, produtos de higiene pessoal, material de limpeza e água mineral.

A Prefeitura de Juiz de Fora também ativou um canal de doações via PIX para auxílio às vítimas. A chave é contribua@pjf.mg.gov.br.

As autoridades alertam para possíveis fraudes em campanhas não oficiais e reforçam que as doações devem ser feitas apenas por canais oficiais e órgãos competentes.

Mortes e buscas por desaparecidos

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMG) manteve, durante a madrugada, as buscas por vítimas dos deslizamentos provocados pelo temporal que atingiu Juiz de Fora, na Zona da Mata.

A chuva intensa ocorreu entre a noite de segunda-feira (23) e a madrugada de terça-feira (24). Até o momento, 25 mortes foram confirmadas no município. As últimas atualizações são das 23h.Sessenta e dois militares seguem empenhados em ao menos três frentes de trabalho.

Uma das áreas é o Parque Lamonier, onde um deslizamento atingiu 12 residências e deixou 20 pessoas soterradas; cinco vítimas ainda são procuradas.

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Désia Souza é jornalista pela Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde também cursou pós graduação em “Mídia e Cidadania” e mestrado em “Comunicação e Poder”. É coordenadora de jornalismo na Itatiaia Juiz de fora, onde também atua como âncora e repórter.
Formou-se em jornalismo pela PUC Minas e trabalhou como repórter do caderno de Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, cobre principalmente Cidades, Brasil e Mundo.
Mineiro de Urucânia, na Zona da Mata. Mestre em Comunicação pela Universidade Federal de Ouro Preto (2024), mesma instituição onde diplomou-se jornalista (2013). Na Itatiaia desde 2016, faz reportagens diversas, com destaque para Política e Cidades.

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