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“Papa amava a padroeira do Brasil”, lembra arcebispo de Aparecida

Dom Orlando Brandes descreveu Francisco como “um papa do diálogo com o mundo, fiel à Igreja, que ama o povo de Deus”

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Dom Orlando Brandes não citou nenhum político
O arcebispo da Basílica de Aparecida, Dom Orlando Brandes, prestou uma homenagem ao falecido papa Francisco • Reprodução

O arcebispo da Basílica de Aparecida Dom Orlando Brandes, prestou uma homenagem ao papa Francisco em entrevista coletiva nesta segunda-feira (21). O papa morreu, aos 88 anos, nesta madrugada. O anúncio foi feito pelo cardeal Kevin Farrell, camerlengo do Vaticano. Brandes reafirmou o legado do pontífice e sua relação especial com o Brasil, em especial com Nossa Senhora Aparecida, padroeira do país.

A característica marcou o pontificado de Francisco. Segundo Brandes, o papa tinha disposição em mostrar vulnerabilidade, especialmente nos últimos meses de vida. “É o humanismo do papa, esse papa é muito humano, ele não esconde as coisas”, declarou o arcebispo.

Pontificado marcado pelo diálogo e proximidade

Brandes ainda enfatizou o compromisso de Francisco em estar próximo às pessoas. O arcebispo cita uma frase frequentemente usado pelo papa: “Os padres e os bispos devem ter o cheiro do povo”, disse.

Outra lembrança de Brandes em relação a Francisco são os importantes documentos produzidos durante o pontificado do papa. Como as cartas sobre figuras religiosas como Blaise Pascal, Santa Teresinha e São Jerônimo.

De acordo com o arcebispo, os escritos focavam em temas como amor e mística, refletindo a abordagem humanista do papa. Brandes também lembrou do "dom das lágrimas" do papa. O que ele definiu como a capacidade de Francisco de se comover com o sofrimento alheio, em especial, em relação às vítimas de guerras e conflitos.

Brandes enfativou ainda o compromisso de Francisco com as questões sociais, como a economia inclusiva e a educação global. Dom Orlando Brandes também pediu orações pelo novo papa, além de expressar gratidão pelo legado de Francisco.

Finalizou descrevendo o Pontífice como "um papa pé no chão, místico, que realmente dialogou com a humanidade e principalmente sofreu as dores da humanidade”.

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Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo