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Mulher morre e outras 113 pessoas vão a hospital após comerem pizzas na PB

Estabelecimento foi interditado após fiscalização apontar falhas na documentação, armazenamento de alimentos e controle de pragas; caso é investigado pela polícia

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Raissa Maritein Bezerra e Silva, de 44 anos, morreu nesta terça-feira (17) • Reprodução | Redes Sociais

Uma mulher de 44 anos morreu na manhã desta terça-feira (17) após apresentar um quadro grave de intoxicação alimentar em Pombal, cidade no Sertão da Paraíba. Ela está entre as mais de 100 pessoas que procuraram atendimento médico depois de consumirem alimentos em uma pizzaria da cidade.

De acordo com o Hospital Regional Senador Rui Carneiro, a paciente deu entrada na unidade na segunda-feira (16), com sintomas como diarreia intensa, vômitos e dor abdominal. O quadro evoluiu rapidamente para um estado grave, com sinais de infecção severa, e ela precisou ser transferida para a UTI. Apesar dos esforços da equipe médica, a morte da vítima foi confirmada na manhã do dia seguinte.

A mulher era Raissa Maritein Bezerra e Silva, agrônoma e servidora pública municipal. Após a sua morte, a Prefeitura de Pombal decretou luto oficial de três dias na cidade.

Ao todo, 114 pessoas foram atendidas com sintomas compatíveis com intoxicação ou toxinfecção alimentar. Desses casos, 74 foram registrados no Hospital Regional de Pombal e outros 40 em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da cidade. Os atendimentos começaram no domingo (15).

Após a repercussão dos casos, a pizzaria foi interditada pela Vigilância Sanitária Municipal de Pombal. A medida é cautelar e pode durar até 90 dias. Segundo a inspeção, foram encontradas condições inadequadas de armazenamento de alimentos, consideradas fora das normas sanitárias vigentes.  Além disso, estabelecimento tinha problemas com a documentação e presença de insetos e pragas. As falhas foram classificadas como precárias pelos fiscais.

A inspeção também teve apoio da Agência Estadual de Vigilância Sanitária da PB (Agevisa). O órgão também esteve no local nesta terça-feira (17) para colher amostras e encaminhar para análise técnica. Os laudos ainda não foram finalizados e portanto ainda não é possível esclarecer a possível causa da contaminação coletiva.

O caso agora é investigado pela Polícia Civil da Paraíba, que busca esclarecer a causa da intoxicação em massa e identificar os responsáveis por trás da possível contaminação.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.