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Mãe de irmãos desaparecidos em Bacabal-MA realiza coleta de material genético

Procedimento acontece após a suspeita de que uma das 163 crianças resgatadas em uma operação nos Estados Unidos poderia ser Allan Michael, de 4 anos, mas não há qualquer confirmação até o momento

Por e 
Os irmãos Agatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michel, de 4
Os irmãos Agatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michel, de 4 • Divulgação Polícia Militar do Maranhão

Após uma reunião com as representantes do Núcleo de Cooperação Internacional da Polícia Federal, em São Luís, no Maranhão, a mãe dos irmãos — Aghata Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 — desaparecidos há oito meses em Bacabal, no interior do estado, realizou a coleta de material genético.

O procedimento acontece após a suspeita de que uma das 163 crianças resgatadas em uma operação nos Estados Unidos poderia ser o filho mais novo, segundo a advogada que representa a família, Nathaly Moraes. Mas, ainda não há qualquer confirmação. 

As crianças desapareceram em 4 de janeiro de 2026, na zona rural de Bacabal, a 250 quilômetros de São Luís. Desde então, não há informações sobre o paradeiro dos irmãos. Em coletiva de imprensa após o encontro com as autoridades, a advogada Nathaly Moraes explicou qual será o procedimento a partir de agora:

"Foi realizada a retirada do material genético dela (mãe das crianças) para poder fazer o cruzamento com o material genético da criança que está nos Estados Unidos", disse. "Feito esse confronto de informações, tem a resposta se é ou se não é Allan Michael. A nossa esperança é que seja", acrescentou.

A advogada contou, ainda, que os filhos de Clarice Moraes não possuem identidade. Por isso, não foi possível localizar nenhum indício relativo às crianças em base de dados.

"As crianças que estão sem ser identificadas lá [nos Estados Unidos] não foram identificadas pela ausência de dados genéticos cadastrados. Então, a única possibilidade de saber de fato é confrontando material genético", disse.

Apoio da Interpol

Na terça-feira (8), a advogada da família divulgou, por meio de um vídeo nas redes sociais, que a Interpol colocou ferramentas de cooperação internacional à disposição das autoridades, que poderão ser utilizadas caso surjam informações de que os irmãos estejam fora do Brasil.

O apoio, no entanto, não significa que Agatha e Allan tenham sido encontrados. Também não há qualquer confirmação de que os irmãos estejam entre as 163 crianças resgatadas recentemente durante uma operação nos Estados Unidos.

Desaparecimento das crianças

Crianças desaparecidas em Bacabal • Reprodução/Redes Sociais
Crianças desaparecidas em Bacabal • Reprodução/Redes Sociais
  • Desaparecimento: Agatha Isabelly, Allan Michael e o primo Anderson Kauã desapareceram em 4 de janeiro de 2026, após saírem para brincar nas proximidades da casa da avó, em uma área de mata no território quilombola de São Sebastião dos Pretos, na zona rural de Bacabal.
  • Anderson é encontrado: Três dias depois, Anderson Kauã foi localizado com vida em uma área de mata próxima ao local onde os três haviam sido vistos pela última vez. Ele estava debilitado, desidratado e assustado. Após receber atendimento médico, permaneceu em observação e posteriormente recebeu acompanhamento psicológico.
  • Depoimento do primo: Depois de se recuperar, Anderson prestou depoimento especial à polícia. Segundo o relato, os três caminharam juntos pela mata até chegarem a uma casa abandonada, conhecida na região como “casa caída”. Em determinado momento, Anderson se separou dos primos para procurar ajuda e acabou se perdendo.
  • Casa abandonada: Cães farejadores indicaram que as três crianças passaram pelo imóvel. As equipes encontraram indícios da presença delas no local, mas nenhuma evidência foi suficiente para esclarecer o que aconteceu com Agatha e Allan depois.
  • Força-tarefa: O desaparecimento mobilizou bombeiros, policiais civis e militares, Defesa Civil, equipes especializadas, voluntários e moradores. As buscas também contaram com apoio de forças nacionais e pessoas que viajaram de outros estados.
  • Tecnologia nas buscas: Foram utilizados cães farejadores, drones, helicópteros, embarcações e equipamentos de georreferenciamento. As equipes fizeram buscas terrestres, aquáticas e sobrevoos em áreas de mata, rios e regiões alagadas.
  • Amber Alert: O caso também foi incluído no protocolo Amber Alert, ferramenta utilizada para ampliar a divulgação de desaparecimentos de crianças e facilitar o recebimento de informações que possam ajudar nas buscas.
  • Oito meses depois: Apesar da mobilização e das diversas linhas de investigação analisadas pela Polícia Civil do Maranhão, o paradeiro de Agatha e Allan continua desconhecido.
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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

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Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.

 

 

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