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Após 26 anos foragido, homem é condenado por matar garçonete em Imperatriz

Damião Anolascio dos Santos executou a vítima com dois tiros em 1997 e permaneceu escondido no interior da Paraíba até ser julgado pelo Tribunal do Júri

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Julgamento foi realizado na última quarta-feira (2)
Julgamento foi realizado na última quarta-feira (2) • Imagem ilustrativa/Canva

O Tribunal do Júri da Comarca de Imperatriz, no Maranhão, condenou Damião Anolascio dos Santos a 21 anos, 10 meses e 15 dias de reclusão pelo assassinato da garçonete Quelli Cristina. O julgamento, realizado na última quarta-feira (2), põe fim a uma espera de mais de duas décadas por justiça em um crime que permaneceu impune desde o fim dos anos 1990.

O homicídio ocorreu em agosto de 1997, no setor Mercadinho, em Imperatriz. Na noite do crime, o réu atacou a vítima e efetuou dois disparos de arma de fogo: um atingiu o rosto e o outro, as costas da garçonete, que não resistiu aos ferimentos. Logo após os disparos, Damião fugiu do local do crime utilizando uma bicicleta.

Para se esquivar da ação das forças policiais, o acusado deixou o estado do Maranhão e permaneceu oculto por 26 anos no município de Itaporanga, localizado no interior do estado da Paraíba. O período de clandestinidade chegou ao fim após a localização do réu, permitindo a retomada do andamento processual e o seu posterior julgamento pelo Conselho de Sentença.

Durante a sessão do júri, a tese acusatória do Ministério Público do Estado do Maranhão (MPMA) foi sustentada pelo promotor de justiça Tiago Quintanilha Nogueira, que apresentou aos jurados as provas relativas à autoria e às circunstâncias do homicídio.

A dosimetria da pena e a leitura do veredito foram conduzidas pelo juiz Carlos Eduardo Sousa, que determinou o cumprimento da sanção em regime fechado. A decisão proferida pelo Tribunal do Júri encerra o ciclo de impunidade e reitera a aplicabilidade da lei penal, independentemente do tempo decorrido desde a prática do ato criminoso.

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Estudante de jornalismo pela PUC Minas, Júlia Melgaço trabalhou como repórter do caderno de Gerais no jornal Estado de Minas. Também já passou por veículos de rádio e televisão. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e Mundo.

 

 

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