Juliana Marins: vídeo mostra momento em que corpo de brasileira é resgatado
Socorristas e voluntários resgataram o corpo da brasileira nesta quarta-feira (25); o momento do resgate foi gravado e agora o corpo passará por análise para saber a causa da morte

O corpo de Juliana Marins foi resgatado nesta quarta-feira (25), após mais de 7 horas de trabalho, segundo os agentes da Agência Nacional de Busca e Resgate (Basarnas) da Indonésia. Um vídeo publicado por um dos socorristas e voluntários que estavam na operação mostrou como funcionou o resgate do corpo. É possível ver uma corda içada no local, onde o corpo da brasileira está em uma maca laranja. No local, a neblina e as condições climáticas são críticas.
Conforme a agência de notícias local Antara, o governo pretende, agora, saber a causa da morte e o dia aproximado em que isso ocorreu. Em outro momento do vídeo, eles aparecem carregando o corpo de Juliana, em meio a uma escuridão. Os homens usam lanternas e equipamentos. A brasileira estava a 600 metros após cair sobre a trilha no Monte Rinjani, no último sábado (21). Seu corpo foi encontrado nessa terça-feira (24), e agora será levado para uma base e, em seguida, em uma aeronave até o hospital Bayangkara, segundo o governo.
A informação foi confirmada pelo chefe da Basarnas (Agência Nacional de Busca e Resgate), Marechal do Ar TNI Muhammad Syafi’i. “Após a entrega oficial do corpo pela Basarnas ao hospital, o processo de repatriação ou procedimentos posteriores ficarão a cargo das autoridades e da família”, disse Syafi’i a uma televisão indonésia.
Segundo as autoridades da equipe Assistência de Busca e Salvamento em acidentes e desastres, “SAR” o resgate começou pela manhã devido ao clima.
Quem era Juliana Marins
Juliana Marins é natural de Niterói (RJ) e realizava um mochilão pela Ásia desde fevereiro quando sofreu o acidente no vulcão Rinjani. Após a queda, ela conseguia apenas mover os braços e olhar para cima. A família foi comunicada por turistas que a avistaram horas depois e enviaram a localização exata, fotos e vídeos, incluindo imagens de drone, pelas redes sociais.
Sem comida, sem água e com frio
De acordo com imagens de outros turistas, dificilmente, a brasileira teve acesso à comida e a água neste período. Ela também usava roupas leves, que não a protegem do frio que faz na região durante a noite.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), já trabalhou na Record TV e na Rede Minas. Atualmente é repórter multimídia e apresenta o Tá Sabendo no Instagram da Itatiaia.



