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Fim da epidemia de dengue: no inverno as pessoas ainda podem contrair a doença?

No Brasil, o inverno costuma ser de tempo seco, o que reduz a atividade do mosquito vetor das doenças, contudo, brasileiros ainda devem preveni-las

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Em nota a SES-SP informou que “monitora, de forma contínua, os casos de dengue e outras arboviroses no estado • Agência Brasil

Com o fim do estado de emergência em saúde pública em Minas Gerais devido à epidemia de arboviroses, alguns mineiros podem acreditar que não correm mais risco de contrair dengue, Chikungunya ou zica. Contudo, por mais que os casos tenham reduzido significativamente, é importante que a população mantenha os cuidados para a prevenção dessas viroses.

À Itatiaia, o virologista do departamento de Microbiologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Flávio da Fonseca, afirmou que sim, as pessoas precisam continuar atentas às arboviroses, mesmo com a diminuição dos casos e com o tempo mais frio. "Elas devem continuar preocupadas com as arboviroses de qualquer forma, porque o fim da emergência significa apenas que o sistema público de saúde já não está sobrecarregado, mas não significa que as arboviroses pararam de circular".

Prevenção

Apesar da diminuição da atividade do mosquito vetor, o Aedes aegypti, por ela não cessar completamente, é importante que a população mantenha as medidas de prevenção contra o mosquito. Veja os cuidados que devem ser mantidos abaixo:

  • Uso de roupas compridas, quando possível.
  • Uso de repelentes
  • Evitar deixar a pele exposta
  • Evitar deslocamento para áreas com muitos casos de Dengue
  • Aplicação de telas na janela
  • Cuidado com os focos de reprodução do mosquito
  • Uso de cortinados nas camas

Por mais que o inverno em Minas Gerais seja de tempo seco, dificultando os focos de reprodução do mosquito, é importante que as pessoas evitem deixar locais com água parada. "As pessoas devem estar, mais do que nunca, atentas ao acúmulo de água em locais onde o mosquito possa se multiplicar", alerta.

Um conselho dado por Fonseca é aproveitar o tempo seco para limpar locais que não são úmidos, mas têm a possibilidade de existirem larvas do mosquito. "Ela é resistente a dissecação, então às vezes a gente acha que não tem nada no recipiente, mas quando ele volta a ficar úmido os ovos podem se desenvolver", pontua o virologista.

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Ana Luisa Sales é jornalista formada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Na Itatiaia desde 2022, já passou por empresas como ArcelorMittal e Record TV Minas. Atualmente, escreve para as editorias de cidades, saúde e entretenimento