Segundo a mulher, o processo que justificou a prisão é de 2016. “Eu fui condenada por esse processo há nove anos. Eu fiquei presa e agora engravidei. Todo mundo sabe que eu estava grávida. Aí eu vim para a maternidade para ter minha filha”, explica Danúbia em vídeo publicado no Instagram.
Ela alega que será encaminhada para a cadeia e nega todas as acusações feitas pela Polícia. “Eu não tô pedindo para ninguém fazer nada além do que é o justo”, disse a ex de Nem da Rocinha que pede pela prisão domiciliar para ficar perto da filha recém nascida.
Danúbia conta que já sabia do mandado de prisão, mas não se entregou. “Tem uns 20 dias que tinha saído um mandado de prisão nesse processo, só que eu não me entreguei porque minha filha estava na posição pélvica. Todo mundo sabe que é uma posição em que a mãe e a criança correm risco se não for uma cesariana. Eu não tinha onde fazer uma cesariana a não ser que eu viesse pro hospital e me internar e eu optei pela minha vida e da minha filha”, justifica.
Segundo a Polícia Civil, Danúbia foi presa por tráfico de drogas. Mas essa não é a primeira vez que ela foi presa. Em outubro de 2017, ela foi presa na casa de uma amiga no Morro do Dendê, na Ilha do Governador, Zona Norte do Rio.
Na época, ela estava foragida desde 2016 e teria se mudado após ser expulsa da Rocinha pelo traficante Rogério Avelino da Silva, o Rogério 157, rival do grupo de Antônio Francisco Bonfim Lopes, o Nem da Rocinha.
Danúbia ficou oito anos presa no Instituto Penal Oscar Stevenson, no Rio. Ela respondeu por crimes como corrupção ativa e associação ao tráfico de drogas e foi solta em janeiro de 2024.
Danúbia ficou conhecida como ‘primeira dama do tráfico’ e ‘xerifa da Rocinha’ devido ao relacionamento com Nem, um dos chefes do tráfico do Rio. Nem foi preso em 2011 enquanto tentava fugir. Ele estava escondido no porta-malas do carro de um de seus advogados e tentou pagar R$ 30 mil de suborno aos policiais. Ele está preso até hoje em uma penitenciária federal.