Empresas são acusadas de 'contratar' ganhadores para simular entrega de prêmios
Investigação da Polícia Civil de Goiás aponta que venda de títulos de capitalização era fraudulenta e que os responsáveis usavam famosos, como influencers e apresentadores, para divulgar as supostas premiações

Empresas de Goiás e do Mato Grosso são suspeitas de fraudar sorteios e ‘contratar’ ganhadores para simular a entrega dos prêmios. Além disso, influenciadores eram usados para divulgar os sorteios e aumentar a venda de bilhetes.
As investigações começaram em janeiro de 2023. Segundo a Polícia Civil, quatro empresas eram responsáveis por oferecer prêmios entre R$ 1 mil e R$ 700 mil. O Luiz Carlos da Cruz, responsável pelo caso, afirmou em entrevista que alguns dos ganhadores anunciados pelas empresas nas redes sociais nem existiam.
‘Nós identificamos um possível ganhador, que apresentava um comprovante nas redes sociais. Esse comprovante era de um banco da Caixa Econômica Federal. Nós consultamos a Caixa e verificamos que esse ganhador se quer é cliente do banco. Verificamos que essa conta se quer era daquela pessoa. A agência e conta estavam atreladas a um dos sócios desse conglomerado empresarial’.
Nesta semana, equipes da Polícia Civil de Goiás cumpriram nove mandados de prisão e 13 mandados de busca e apreensão dentro da Operação Las Vegas. Cerca de R$ 27 milhões em relógios, carros de luxo, eletrônicos e dinheiro foram apreendidos pelos policiais.
Ainda segundo a investigação, as empresas contratavam ‘apresentadores de TV, dançarina, cantor, atores e jornalistas’ para divulgar a venda dos bilhetes, que não eram premiados. Os envolvidos podem responder por estelionato e lavagem de dinheiro.
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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.



