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Em menos de 15 dias, mulher perde marido e primo atingidos por balas perdidas no RJ

O marido de Ludmila morreu atingido por uma bala na cabeça com o filho de quatro anos nos braços

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Foto mostra cartuchos de arma de fogo
. • Reprodução/Freepik

O Morro dos Macacos, na Zona Norte do Rio de Janeiro, enfrenta um confronto entre facções criminosas que disputam o controle da venda de drogas na região. A 'guerra' tem feito vítimas que nada têm a ver com a disputa. Entre elas está a dona de casa Ludmila Nascimento, de 29 anos, perdeu o marido e o primo, em menos de 15 dias, vítimas de balas perdidas.

Um sexto baleado na ocorrência sobreviveu e já recebeu alta do hospital.

Confrontos entre facções também vitimaram primo de Ludmila

No dia 5 deste mês, Ludmila também perdeu o primo, Guilherme Souza de Assis, de 13 anos. Assim como Wallace, o jovem foi vítima de uma bala perdida em um tiroteio entre facções rivais no Morro dos Macacos. Além dele, o entregador Luiz Gabriel Costa de Jesus, de 20 anos, morreu baleado, na mesma ocasião.

No mesmo dia, os moradores da região organizaram um protesto pedindo por reforço do policiamento no local. No dia seguinte, 6 de agosto, a Vila Isabel, que também fica na Zona Norte do Rio, amanheceu com o policiamento reforçado em alguns pontos.

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Por causa dos confrontos entre criminosos, o comércio na região ficou parcialmente fechado por um dia, e pelo menos seis escolas da região foram fechadas. Pelo mesmo motivo, unidades de saúde suspenderam as atividades externas.

Envolvidos no confronto no Morro dos Macacos foram identificados pela PC

A Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro (PCERJ) identificou três suspeitos de participar do confronto que deixou seis vítimas no Morro dos Macacos. Entre eles, estão os homens conhecidos como Dadal e Titauro, que teriam "traído" suas facções e se filiado a uma gangue rival, por estarem insatisfeitos com o pagamento que recebiam.

De acordo com o G1, Carlos Costa Neves, conhecido como Gadernal, também estaria envolvido. Segundo a polícia, ele é segurança de um dos chefes do Comando Vermelho, o Doca, e teria assumido a administração de investidas contra rivais depois da prisão do traficante Corolla no Jacarezinho.

*Sob supervisão de Felippe Drummond

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.