Região de MG com única morte de hantavírus no Brasil em 2026 tem histórico da doença
No ano passado, Minas Gerais registrou seis casos da hantavirose, com quatro óbitos; em 2024 foram oito casos confirmados também com quatro óbitos

A Região do Alto Paranaíba mineira registrou a única morte por hantavírus no Brasil em 2026. De acordo com o subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG, Eduardo Prosdocimi, a localidade tem histórico de transmissão da hantavirose. A pasta esclareceu, ainda, que a realidade da doença no Brasil, no entanto, não é a mesma encontrada no cruzeiro MV Hondius.
No ano passado, Minas Gerais registrou seis casos de hantavirose, com quatro óbitos. Em 2024 foram oito casos confirmados também com quatro óbitos.
A morte por hantavírus registrada em Minas Gerais em 2026 foi de um homem, de 46 anos, morador do Carmo do Paranaíba, no Alto Paranaíba. Ele tinha histórico de contato com roedores silvestres em área de lavoura. Esse foi o único caso da doença no estado neste ano.
De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), o caso é isolado e sem relação com outros registros da doença, uma vez que a cepa de hantavírus identificada no Brasil não é transmitida de pessoa para pessoa.
O subsecretário de Vigilância em Saúde da SES-MG esclareceu que as ações de vigilância e prevenção são realizadas de forma contínua em toda a região do Alto Paranaíba, por se tratar de uma região que tem histórico de transmissão de hantavírus.
“Ao longo dos últimos anos, os casos da doença têm sido registrados, o que leva à consolidação de estratégias permanentes por parte dos municípios, com o apoio do Estado de Minas Gerais. Entre as ações estão atividades educativas, monitoramento epidemiológico e orientação constante à população local”, afirmou Eduardo Prosdocimi.
Ainda conforme o subsecretário, entre as principais orientações estão evitar contato com fezes, urina e saliva de roedores; manter ambientes limpos e bem ventilados; armazenar alimentos de forma adequada; redobrar os cuidados ao limpar locais fechados ou pouco utilizados; e procurar atendimento de saúde ao apresentar os primeiros sintomas suspeitos.
“A população – do Alto Paranaíba – é regularmente informada sobre o fato do município estar situado em uma área com recorrência nos últimos anos de hantavirose. Por tanto trata-se de uma doença que já é conhecida nesta região, inclusive, casos graves e óbitos como infelizmente tivemos neste ano de 2026”, explicou.
O que é o Hantavírus?
A Hantavirose é uma zoonose viral aguda transmitida, principalmente, pelo contato com a urina, fezes e saliva de roedores infectados. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), há pelo menos, sete casos confirmados de hantavírus entre passageiros do cruzeiro MV Hondius.
Os turistas se infectaram com a variante andina, a única que permite a transmissão da doença entre humanos. Esse tipo de transmissão para essa doença ocorre apenas em casos muito específicos, em que há contato próximo, como o cenário encontrado no navio, e não é registrada no Brasil.
A doença é causada por um vírus RNA que pertence à família Hantaviridae. O período de transmissibilidade do hantavírus no homem é desconhecido, mas estudos apontam que o período de maior viremia seria alguns dias que antecedem o aparecimento dos sintomas.
Já o período de incubação do vírus, ou seja, o período que os primeiros sintomas começam a aparecer a partir da infecção, é, em média, de 1 a 5 semanas, variando de 3 a 60 dias.
Na fase inicial, a hantavirose causa os seguintes sintomas:
- Febre;
- Dor nas articulações;
- Dor de cabeça;
- Dor lombar;
- Dor abdominal;
- Sintomas gastrointestinais.
Na fase cardiopulmonar, os sintomas da hantavirose são:
- Febre;
- Dificuldade de respirar;
- Respiração acelerada;
- Aceleração dos batimentos cardíacos;
- Tosse seca;
- Pressão baixa.
Jornalista formada pelo UniBH, é apaixonada pelo dinamismo do factual e pelo poder das histórias bem narradas. Com trajetória que inclui passagens pelo Sistema Faemg Senar, jornal Estado de Minas e g1 Minas, possui experiência em múltiplas plataformas e linguagens. Atualmente, integra a redação da Rádio Itatiaia, onde acompanha os principais acontecimentos de Minas Gerais, do Brasil e do mundo
Jornalista formado pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH) e pós-graduado em Jornalismo nos Ambientes Digitais pela mesma instituição. Possui experiência como repórter, produtor e coordenador de telejornal.




