Delegada presa por emprestar viatura ao marido em BH ganha novo atestado médico
Wanessa Santana Martins Vieira, investigada por peculato, já havia sido afastada por 30 dias e agora recebe licença médica de mais 45 dias

A delegada da Polícia Civil de Minas Gerais, Wanessa Santana Martins Vieira, que emprestou uma viatura da instituição para o seu marido, recebeu um novo atestado médico. A partir desta segunda-feira (11), a servidora entra em licença pelos próximos 45 dias. A decisão foi oficializada pelo Hospital da Polícia Civil no Diário Oficial de sábado (9/5). No documento, porém, não consta o motivo do atestado.
Este novo período de afastamento soma-se a uma licença anterior de 30 dias, estabelecida no dia 11 de abril. Ao todo, a delegada deve ficar mais de dois meses longe das atividades policiais. Durante esse tempo de licença para tratamento de saúde, a servidora mantém o recebimento de sua remuneração integral, conforme prevê a legislação para casos de afastamentos médicos de servidores públicos estaduais.
De acordo com os dados publicados no Portal da Transparência do Governo de Minas Gerais, Wanessa Santana Martins Vieira recebeu uma remuneração no valor de R$ 22.218,89 durante o mês de março.
Relembre o caso
A delegada e seu marido, o advogado Renan Rachid Silva Vieira, foram detidos em flagrante no dia 10 de março de 2026. Renan foi abordado pela Corregedoria da Polícia Civil de Minas Gerais enquanto dirigia uma viatura descaracterizada da instituição na Avenida Antônio Carlos, região da Pampulha, utilizando a faixa exclusiva de ônibus.
Segundo as investigações, ele utilizava o veículo oficial para deslocamentos pessoais e profissionais, chegando a se passar por policial civil em ocasiões anteriores para intimidar algumas pessoas.
Por ser a responsável direta pelo veículo, a delegada foi presa em sua residência e encaminhada à casa de custódia da Polícia Civil. Ambos foram autuados pelo crime de peculato, que consiste na apropriação ou desvio de bens públicos por funcionário público para proveito próprio ou alheio.
No dia seguinte às prisões, porém, a Justiça de Minas Gerais concedeu liberdade provisória ao casal mediante o pagamento de uma fiança de R$ 5,6 mil para cada um. Entre as medidas cautelares impostas, eles estão proibidos de se ausentar das comarcas de Belo Horizonte e Lagoa Santa por mais de 30 dias sem autorização judicial.
Além do processo criminal e do afastamento médico, a delegada também teve sua transferência de unidade determinada administrativamente, enquanto a Corregedoria apura o desvio de conduta funcional.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



