O resgate de um homem que estava agarrado a uma estrutura de madeira no meio de um rio na cidade de Chengdu, no sudoeste da China, provocou comentários de brasileiros sobre o caso da publicitária Juliana Marins, 26 anos. A jovem morreu durante uma trilha que leva ao vulcão Rinjani, na Indonésia, após ficar quatro dias à espera do resgate em um abismo. “Sim, todos nós pensamos na Juliana”, comentou um usuário do Instagram.
O resgate da China ocorreu quarta-feira (2). Conforme informações da CNN Brasil, o homem estava pescando no rio Li quando o nível da água subiu repentinamente devido às fortes chuvas. Ele ficou ilhado e se agarrou em uma madeira para se salvar. Os bombeiros chegaram rápido e usaram um drone para levar um colete salva-vidas e uma boia. O pescador foi orientando a prender a corda de resgate e colocar o equipamento de segurança.
Os bombeiros operaram o drone para levantar o homem e transportá-lo em segurança até a margem do rio. As imagens impressionam.
O vídeo, que viralizou nas redes sociais, gerou uma série de comentários. No caso de Juliana, imagens de um drone pequeno, operado por turistas, mostraram Juliana viva.
“Olha só a capacidade do drone, e não conseguiram levar o básico para sobrevivência da Juliana. Impossível não lembrar dela, inacreditável”, comentou uma internauta no Instagram.
“E pensar que um equipamento desse poderia ter salvado a Juliana. Que judiação, meu Deus!”, lamentou outra.
“Dava pra ter levado água, comida, e em pouco tempo ter resgatado a Juliana. Mas deixaram ela lá sozinha, abandonada”, escreveu.
Questionamento
Apesar dos questionamentos, um internauta, que se identificou como William Pinheiro, comentou que as situações são diferentes.
“Vejo que as pessoas entendem menos de drone do que imaginei. Não pessoal, não dava pra salvar a Juliana com drone desse. Primeiro que a cidade não tem e, mesmo que tivesse, o local é muito longe e muito alto, drone não tem autonomia de chegar lá. Precisaria subir em um carro, e não tem estrada para carro. Nenhum ser humano é capaz de carregar esse drone até lá em cima nem com ajuda. Levariam dias pra isso. Mesmo que por algum milagre tivesse um drone desse lá em cima, ela precisaria ter forças para se segurar por 600 metros. Ela, provavelmente, estava com algo quebrado e sem forças. Essa situação do vídeo é totalmente diferente, drone não era opção pra ela”, concluiu.
Despedida
O corpo de Juliana Marins