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Corpos de duas vítimas da ditadura no Brasil são identificados em SP; veja quem são

Vítimas eram opositores do regime e foram mortos e enterrados clandestinamente. Nos registros oficiais, os dois eram dados como desaparecidos

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Em 24 de março deste ano, o governo chegou a pedir desculpas pela negligência na guarda e identificação dos remanescentes ósseos da Vala Clandestina de Perus • Divulgação/Agência Câmara

Dois homens que foram vítimas da ditadura e estavam desaparecidos desde então foram identificados nesta quarta-feira (16). Os corpos estavam enterrados na Vala Clandestina do cemitério de Perus, em São Paulo (SP), onde eram enterrados corpos de pessoas indigentes, de desconhecidos e daqueles considerados opositores ao regime de opressão iniciado em 1964.

Quem são os homens identificados nesta quarta-feira (16)

Um dos corpos identificados é de Grenaldo de Jesus da Silva, militar da Marinha. Ele foi preso em 1964 e expulso da instituição enquanto reivindicava melhores condições de trabalho. Depois, fugiu da prisão e viveu na clandestinidade, mas foi morto em 30 de maio de 1972 ao tentar capturar uma aeronave no aeroporto de Congonhas, em São Paulo.

Documentos do Instituto Médico Legal registraram que Grenaldo teria sido sepultado em 1972 no Cemitério Dom Bosco, como indigente. Nos registros oficiais, o nome dele constava como desaparecido.

O outro é Denis Casemiro, paulista de Votuporanga. Pedreiro e trabalhador rural, ele atuou na Vanguarda Popular Revolucionária (VPR). Ele foi preso pelo regime militar em 1971, torturado e executado pela equipe do Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) de São Paulo, coordenada pelo delegado Sérgio Fleury. Na época, foram forjadas versões de tentativas de fuga que teriam resultado na morte de Casemiro.

*Sob supervisão de Lucas Borges

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Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.