Chuva no RS: quase 1 milhão de pessoas estão sem água e 424 mil sem luz
Número de mortos na tragédia subiu para 78, enquanto 105 pessoas seguem desaparecidas; 341 municípios foram afetados pelas chuvas

Quase 1 milhão de pessoas no Rio Grande do Sul estão sem abastecimento de água por conta da tragédia climática no Sul do país. Além disso, mais de 400 mil moradores sofrem com a falta de energia elétrica e três operadoras estão sem serviço de telefonia e internet em quase 100 cidades. As chuvas já mataram quase 80 pessoas e deixaram mais de 100 desaparecidas.
A Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan) informou que 854.486 pessoas (27% dos clientes) estão sem abastecimento de água. Já a RGE Sul tem 261 mil pontos de ligação sem energia elétrica (27% dos clientes), enquanto a CEEE Equatorial tem 163 mil pontos sem energia elétrica (9% dos clientes).
A operadora Vivo informou que 40 municípios em que ela atua no Rio Grande do Sul estão sem serviços de telefonia e internet, enquanto 34 cidades em que a Tim atua estão sem serviço e 24 da Claro estão sem os serviços da operadora.
Escolas afetadas
Enquanto Porto Alegre e outras cidades gaúchas seguem com aulas suspensas nos próximos dias, o Governo do Estado contabiliza os danos na rede estadual de ensino. Confira os dados:
- 733 escolas
- 229 municípios
- 27 Coordenadorias Regionais de Educação
- 247.228 estudantes impactados
- 278 escolas danificadas
- 36 escolas servindo de abrigo
Temporal no RS
As regiões mais afetadas pelas chuvas no RS são: Central, Vale do Rio Pardo, Metropolitana, Serra Gaúcha e Vale do Taquari. Mais de 500 mil pessoas estão sem água e há mais de 292 pontos sem luz.
O Rio Grande do Sul decretou estado de calamidade pública na última quarta-feira (1º), e o governador Eduardo Leite afirmou que esse será “o maior desastre da história do Rio Grande do Sul”.
A Marinha do Brasil enviou equipes, embarcações, aeronaves e viaturas para ajudar no resgate. A Força Aérea Brasileira enviou dois helicópteros para resgatar vítimas em cidades isoladas por causa das interdições nas rodovias, como Candelária, por exemplo.
Como ajudar?
Segundo as autoridades, desabrigados e desalojados que foram acolhidos pela Defesa Civil precisam não só de alimentos, como também de colchões, roupas de cama e banho e também cobertores. Quem mora na região de Porto Alegre pode contribuir presencialmente no Centro Logístico da Defesa Civil Estadual (avenida Joaquim Porto Villanova, 101, bairro Jardim Carvalho, Porto Alegre).
Além de receber doações de vários itens, as autoridades permitem a doação de qualquer tipo de valor em dinheiro. Para permitir a colaboração de pessoas de outras cidades e estados, o Governo do Estado criou uma chave Pix para receber doações. Quem quiser contribuir, pode fazer um Pix para o CNPJ 92958800000138.
Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.



