Desaparecimento de menina em Goiás tem semelhanças com caso que mobilizou o país em Bacabal-MA
Assim como ocorreu com crianças desaparecidas no interior maranhense, buscas por Maria Fernanda envolvem drones, mergulhadores e equipes em área rural de difícil acesso

O desaparecimento de Maria Fernanda Cândido da Rocha, de 1 ano e 11 meses, em uma fazenda na zona rural de Doverlândia, no Oeste de Goiás, tem despertado comparações com um dos casos mais emblemáticos do início deste ano: o sumiço de dois irmãos na zona rural de Bacabal, no Maranhão. Em ambos os episódios, o desaparecimento ocorreu em áreas isoladas, cercadas por mata e corpos d'água, exigindo grandes operações de busca e mobilizando autoridades e moradores.
Maria Fernanda desapareceu na manhã dessa segunda-feira (15), na Fazenda Vale do Paraíso. Segundo a Polícia Civil, os pais se ausentaram por alguns instantes e, ao retornarem, não encontraram mais a criança. Desde então, bombeiros, policiais e autoridades de segurança do estado realizam buscas ininterruptas na região. De acordo com o delegado Ramon Queiroz, a principal hipótese trabalhada neste momento é a de que a menina possa ter caminhado em direção aos pais e caído em uma grande represa localizada próxima à residência.
"O local é de difícil acesso. Os pais teriam deixado a criança sozinha por um momento e, quando retornaram, ela já não estava mais lá", explicou o delegado. Segundo ele, a propriedade fica a cerca de 50 quilômetros de Doverlândia e, até agora, nenhuma pista concreta foi encontrada.
A semelhança com o caso de Bacabal está no cenário enfrentado pelas equipes. Em janeiro, os irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4 anos, desapareceram após saírem para brincar em uma comunidade quilombola da zona rural maranhense. As buscas se concentraram em uma área de aproximadamente 54 quilômetros quadrados, marcada por mata fechada, terreno irregular, açudes, lagos e rios. Um terceiro menino que estava com eles foi encontrado dias depois, mas as outras duas crianças permaneceram desaparecidas.
Em Goiás, os bombeiros também enfrentam um ambiente considerado complexo. Segundo a corporação, a região possui extensas áreas de vegetação nativa, terrenos irregulares, corpos hídricos e animais soltos, fatores que dificultam a progressão das equipes e ampliam o desafio de localizar a criança. Assim como ocorreu em Bacabal, a tecnologia passou a desempenhar papel fundamental nas buscas. Drones equipados com câmeras termográficas realizam sobrevoos sistemáticos para identificar possíveis sinais de calor humano e mapear áreas prioritárias. As equipes também fazem varreduras por terra e concentram esforços nos arredores dos espelhos d'água existentes na propriedade.
Outra semelhança entre os dois casos é a mobilização de múltiplas frentes de atuação. Enquanto no Maranhão a operação reuniu bombeiros, policiais, militares, mergulhadores e centenas de voluntários, em Doverlândia a força-tarefa conta com equipes terrestres, mergulhadores e monitoramento aéreo para tentar encontrar qualquer vestígio da menina. Até a manhã desta terça-feira (16), Maria Fernanda não havia sido localizada. As buscas seguem em andamento e as autoridades mantêm todas as hipóteses abertas enquanto tentam esclarecer o que aconteceu com a criança.
Estudante de Jornalismo na PUC e apaixonada pela área, Gabriela Neves gosta de contar histórias empolgantes e desafiadoras. Na Itatiaia, cobre Minas Gerais, Brasil e mundo. Tem experiência em marketing pela Rock Content, cobertura de cidades pela Record Minas e assessoria política na Assembleia Legislativa de Minas Gerais.



