Brasileiro acusado de integrar o Hezbollah é condenado a 16 anos de prisão por terrorismo
O homem é suspeito de fazer parte do Hezbollah e planejar ataques terroristas no Brasil; mulher de suspeito tem loja em Belo Horizonte

Lucas Passos Lima, brasileiro acusado de envolvimento com o Hezbollah, foi condenado pela Justiça de Minas Gerais a 16 anos, seis meses e 22 dias de prisão por integrar organização terrorista e por realizar preparativos para cometer atos de terrorismo. De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), além de participar ativamente da organização terrorista, ele tentou recrutar outros brasileiros.
Os treinamentos com arma de fogo seriam para preparar Lucas para o conflito Israel-Hamas. Pensando na guerra na Faixa de Gaza, ele comprou equipamentos não rastreáveis de rádio comunicação, vigilância e espionagem. Quando foi preso, o acusado tinha em mãos mais de US$ 5 mil em sua posse, valor, que para o MPF, comprova o financiamento de suas atividades pela organização terrorista.
Esposa de suspeito de recrutar brasileiros para o Hezbollah tem tabacaria em Belo Horizonte
A esposa de Mohamad Khir Abdulmajid, homem que recrutou Lucas e os outros três brasileiros, tem uma loja que vende artigos de tabacaria no Mercado Central de Belo Horizonte, que opera desde 2020. O superintendente do Mercado Central, Luiz Carlos Braga, informou à Itatiaia na época da prisão que ela quase não vai à loja, que fica sob responsabilidade de um funcionário.
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Para entrar no Mercado Central, o comerciante tem que entregar certidões negativas criminais, de débitos, entre outras. A esposa de Mohamad apresentou todas elas e está em situação regular. Em novembro de 2023, a PF esteve no Mercado Central e levou computadores e cigarros eletrônicos.
O que é Hezbollah?
O Hezbollah é um grupo terrorista que surgiu em 1982, durante a Guerra Civil Libanesa, e é atualmente a maior força militar do país. Apesar de atuar no Líbano, o grupo é apoiado pelo Irã, de quem recebe financiamento, armamento e treinamento. Eles têm grande influência na política libanesa, incluindo o poder de veto nas decisões tomadas pelo governo.
Assim como o Hamas, o grupo libanês também defende o fim do Estado de Israel. Eles são mais poderosos do que os terroristas da Faixa de Gaza e seguem os princípios mais tradicionais do Alcorão e da Sharia (Lei Islâmica), recebendo apoio de boa parte da população local. Hezbollah significa “Partido de Deus” em árabe.
*Sob supervisão de Enzo Menezes
Formada em Jornalismo pela Puc Minas, Paula Arantes produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil, Mundo, Orações e Entretenimento no portal da Itatiaia. Atualmente, colabora com a editoria Meio Ambiente. Antes, passou pelo jornal Estado de Minas.



