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Polícia Federal inaugura laboratório para rastrear origem do ouro e combater garimpo ilegal

O diretor de Amazônia e Meio Ambiente da PF também afirma que a medida pode beneficiar o mercado legal, ao permitir a comprovação da procedência do minério e contribuir para a valorização de cadeias produtivas certificadas

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Polícia Federal inaugura laboratório para rastrear origem do ouro e combater garimpo ilegal • Polícia Federal

A Polícia Federal (PF) inaugurou, nessa terça-feira (3), o Laboratório de Geoquímica Forense para Rastreabilidade Mineral no Instituto Nacional de Criminalística (INC), em Brasília. A nova estrutura vai permitir a identificação da origem do ouro por meio de análises científicas, o que contribuirá para investigações relacionadas ao garimpo ilegal e a outros crimes ambientais, especialmente na Amazônia.

A iniciativa integra o Programa Ouro Alvo, desenvolvido pela PF com apoio do Fundo Amazônia, no âmbito do Plano Amazônia: Segurança e Soberania (AMAS).

De acordo com a Polícia Federal, o laboratório utilizará análises geoquímicas e isotópicas para identificar características específicas de jazidas brasileiras e construir uma base de referências científicas. A partir desses registros, será possível comparar amostras de ouro apreendido e obter informações sobre sua possível procedência.

Segundo a PF, a tecnologia poderá auxiliar na identificação de minério extraído ilegalmente, fornecer elementos técnicos para investigações e contribuir para o rastreamento de atividades criminosas relacionadas à cadeia de exploração e comercialização do ouro.

Avanço para a perícia criminal

O diretor técnico-científico da Polícia Federal, Roberto Reis Monteiro Neto, destacou que a inauguração representa um avanço para a perícia criminal federal. Segundo ele, os novos métodos e equipamentos permitirão traçar perfis mais detalhados do ouro e contribuir para responder a uma das principais questões das investigações: a origem do minério.

Para o diretor de Amazônia e Meio Ambiente da PF, Humberto Freire de Barros, a identificação da origem do ouro é fundamental para verificar a legalidade de sua exploração e comercialização. Segundo ele, a análise das características do metal permitirá confrontar sua procedência real com as informações apresentadas na documentação, auxiliando na identificação de possíveis fraudes.

O diretor também ressaltou que a rastreabilidade pode beneficiar o mercado legal, ao permitir a comprovação da procedência do minério e contribuir para a valorização de cadeias produtivas certificadas.

O gerente do Programa Ouro Alvo, Gustavo Caminoto Geiser, explicou que a necessidade de aprimorar os métodos de análise surgiu durante as investigações sobre a origem do minério. “Começamos a realizar pesquisas periciais para verificar a autenticidade da documentação que acompanha o ouro e identificamos a necessidade de aprimorar a capacidade da Polícia Federal para comprovar os crimes de lavagem de ouro e outros delitos relacionados”, afirmou.

Investimentos

Os recursos do Fundo Amazônia destinados ao Programa Ouro Alvo contemplam a aquisição de equipamentos para análises minerais e de mercúrio, além de estruturas para preparação, caracterização e armazenamento de amostras no Instituto Nacional de Criminalística.
O Programa Ouro Alvo integra o Plano AMAS, que conta com R$ 318,5 milhões do Fundo Amazônia para fortalecer ações de inteligência, investigação e fiscalização na Amazônia Legal. Desse total, segundo Teresa Campello, R$ 49,7 milhões foram destinados à agenda relacionada ao parque tecnológico e ao laboratório voltado ao rastreamento da origem do ouro.

Coordenado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), o plano reúne iniciativas da Polícia Federal, da Polícia Rodoviária Federal, da Força Nacional de Segurança Pública e das forças estaduais de segurança dos nove estados da Amazônia Legal. Os recursos do Fundo Amazônia são geridos pelo BNDES, sob coordenação do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA).

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Jornalista pela PUC Minas. Na Itatiaia, escreve para Minas Gerais e Brasil. Anteriormente, trabalhou no jornal Estado de Minas como repórter de Gerais, com contribuições para os cadernos de Política, Economia e Diversidade.

 

 

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