Belo Horizonte
Itatiaia

Homens negros e idosos têm quase o dobro de letalidade que brancos, diz Atlas da Violência

Violência contra a pessoa idosa representa grave problema de saúde pública e violação fundamental dos direitos humanos

Por
Houve mais mortes de idosos negros do que de não negros no Brasil em 2024 • Pexels / Reprodução

O Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26), indica que, apesar de uma redução geral nos homicídios em 2024, a desigualdade racial permanece evidente. Homens negros idosos têm uma taxa de vitimização letal 1,7 vez maior que homens não negros, enquanto entre as mulheres é de 1,3 vez. Para cada assassinato de uma mulher não negra, outras 41 morreram por queda no Brasil nesse ano.

O levantamento aponta ainda que, nos últimos 11 anos, enquanto o número de homicídios entre pessoas idosas reduziu 13,3%, a taxa por 100 mil idosos diminuiu 39,2%. O motivo pelo qual a queda foi maior do que a do número absoluto está no aumento acelerado da população idosa no Brasil.

Ainda em 2024, a taxa de homicídio no Brasil foi de 5,9 por 100 mil idosos, o que correspondeu à morte de 2.007 pessoas com mais de 60 anos. Entre homens negros idosos foi de 14,5 por 100 mil, o que representa queda de 35% em relação a 2014 (22,3 por 100 mil).

Entre os homens não negros, a redução foi ainda mais expressiva, e atingiu 45,4% no mesmo período (de 15,2 para 8,3 por 100 mil).

As mulheres idosas apresentam taxas significativamente menores, a de negras registrou 1,9 por 100 mil em 2024 (queda de 20,8%) e as não negras, 1,4 por 100 mil (queda de 44,0%).

Grave problema

A violência contra a pessoa idosa representa um grave problema de saúde pública e uma violação fundamental dos direitos humanos. A análise dos dados referentes ao período de 2014 a 2024 revela um cenário complexo, marcado por tendências divergentes entre diferentes tipos de violência.

Por

A Rádio de Minas. Tudo sobre o futebol mineiro, política, economia e informações de todo o Estado. A Itatiaia dá notícia de tudo.