Brasil registra 30 mil mortes por armas de fogo em 2024, aponta Atlas da Violência
Cinco estados apresentaram crescimento em valores absolutos: Amapá (100%), Roraima (61,7%), Pernambuco (9,9%), Piauí (8,1%) e Bahia (2,3%)

O Brasil registrou 29.870 homicídios cometidos com armas de fogo, em 2024, o que representa uma redução de 8,8% em relação a 2023 e de 31,2% em comparação a 2014, apontou o Atlas da Violência 2026, divulgado nesta terça-feira (26).
No país, essa taxa foi de 14,1 homicídios com arma de fogo por 100 mil habitantes, o que corresponde a uma queda de 9% em relação a 2023 e de 35% em comparação a 2014.
Na comparação entre 2014 e 2024, observa-se que a redução foi disseminada na maior parte do território nacional, com apenas cinco estados apresentando crescimento em valores absolutos. São eles:
- Amapá (100%);
- Roraima (61,7%);
- Pernambuco (9,9%);
- Piauí (8,1%);
- Bahia (2,3%).
Já na comparação mais recente, entre 2023 e 2024, a tendência de queda também se manteve amplamente difundida. Apenas cinco estados registraram aumento nas taxas. São eles:
- Maranhão (7,5%);
- Ceará (6,5%);
- São Paulo (2,8%);
- Santa Catarina (2,4%);
- Rondônia (1,5%).
A queda foi especialmente forte, acima de 25%, no Tocantins (-39,6%), Sergipe (-31,6%), Amapá (-30,4%), Amazonas (-28,3%) e Distrito Federal (-26,3%).
Em 2024, 70,1% dos homicídios no Brasil foram causadas por esse tipo de arma. Embora o percentual permaneça próximo da média dos últimos anos, trata-se do menor valor registrado na década.
A distribuição territorial desse indicador revela forte concentração regional. Entre os dez estados com maior participação de armas de fogo nos homicídios, apenas dois não pertencem ao Nordeste: Rio Grande do Sul e Amapá.
Enquanto a média nacional é de 70,1%, quatro estados ultrapassam os 80%. São eles:
- Ceará (85,6%);
- Paraíba (83,9%);
- Amapá (83,7%);
- Bahia (81,1%).
No outro extremo, Distrito Federal (40,6%), Roraima (43,7%) e Tocantins (49,8%) apresentaram as menores proporções. A análise temporal evidencia, ainda, a crescente heterogeneidade regional. Entre 2014 e 2024, todos os estados do Sudeste reduziram a participação das armas de fogo nos homicídios.
Já na Região Norte, cinco dos oito estados registraram aumento, com destaque para Amapá (+40,9%) e Roraima (+47,1%). Em contraste, o Distrito Federal apresentou a maior redução no período (-45,9%). Esse padrão sugere uma fragmentação crescente das dinâmicas da violência letal no país.
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