Enem 2025: o que faz tirar zero na redação? Veja os critérios de correção
Prova de redação do Enem deste ano tem como tema as 'Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira'

A prova de redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem 2025) deste domingo (9) tem como tema as “Perspectivas acerca do envelhecimento na sociedade brasileira”. O dissertação vale 1000 pontos e é um dos principais momentos do exame, exigindo atenção dos vestibulandos para que não caiam nos critérios que podem resultar em uma nota zero.
A redação tem 30 linhas máximas, e os alunos devem escrever em ao menos sete para não zerar. O tipo de texto é dissertativo-argumentativo. Na correção do texto, os professores levam em conta cinco competências, atribuindo nota de 0 a 200 pontos para cada uma:
- Domínio da escrita formal da Língua Portuguesa;
- Compreensão do tema e estrutura do texto;
- Organização das ideias e argumentação;
- Coesão e coerência;
- Proposta de intervenção.
O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) leva em consideração alguns critérios para zerar a redação dos alunos. Os principais motivos são a fuga ao tema proposto, ausência de texto na folha de redação, desobediência à estrutura dissertativo-argumentativa e desrespeito à seriedade do exame.
Cada redação será corrigida por dois corretores, com graduação em letras ou linguística, sem que um tenha acesso a nota atribuída pelo outro.
O Enem em números
O Enem começou às 13h30 para cerca de 4,8 milhões de candidatos em todo país. Além da redação, os vestibulandos ainda devem responder 90 questões de Linguagens e Ciências Humanas. Do total de inscritos, cerca de 3 milhões são isentos e 1,7 milhão é pagante.
A prova terá duração máxima de 5 horas e meia. Os candidatos que terminarem o exame mais cedo já podem sair, mas só levam o caderno de questões no final do prazo. Para sair com o documento é necessário deixar a sala ao longo dos 30 minutos que antecedem o fim do exame, ou seja, às 18h30.
Pelo menos 98 mil participantes vão usar o exame como certificação de conclusão do ensino médio e a declaração parcial de proficiência na etapa de ensino, iniciativa retomada nesta edição.
Jornalista formado pela UFMG, Bruno Nogueira é repórter de Política, Economia e Negócios na Itatiaia. Antes, teve passagem pelas editorias de Política e Cidades do Estado de Minas, com contribuições para o caderno de literatura.



