A Polícia Civil investiga a onda de ataques a ônibus na cidade de São Paulo. Ao todo, já foram contabilizados mais de 600 ataques no estado, sendo mais de 400 apenas na capital.
Somente no último domingo (13)
Até o momento, cinco homens foram presos por envolvimento nos ataques e um adolescente foi apreendido. Um deles foi preso no dia 6, acusado de lançar uma pedra contra um ônibus na Avenida Washington Luiz, em 27 de junho, ferindo uma passageira.
A Polícia Civil de São Paulo trabalha com a possobilidade de ataques coordenados, motivados por empresas de transporte público.
Investigação
De acordo com a CNN, a polícia considera como principal motivação o descontentamento de funcionários e empresas de transporte público com a prefeitura de São Paulo e com a concorrência no setor.
Segundo um relatório divulgado pela Polícia Civil, três empresas concentram a maior parte dos ataques a ônibus registrados na cidade de São Paulo desde o início de junho, sendo a Mobibrasil, Transppass e Viação Grajaú, o que indica possível padrão.
A polícia suspeita que os ataques coordenados ocorrem porque a empresa é penalizada por viagens não realizadas, sendo obrigada a substituir um veículo por outro reserva quanto estiver em manutenção.
Outras motivações
O Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e a Delegacia Seccional de Santos começaram a investigar a possibilidade de desafios de internet.
Os órgãos realizaram um monitoramento cibernético e contato direto com a SPTrans para obter informações que auxiliem na constatação dos fatos.
Além disso, a polícia considerou o envolvimento de facções criminosas, como o PCC, mas já foi descartado após análise.