Ataques a ônibus em São Paulo: polícia investiga mais de 420 casos na capital

Polícia Civil considera possível ação de empresas ligadas a prefeitura; ao todo, cinco homens foram presos e um adolescente foi apreendido

A Polícia Civil investiga a onda de ataques a ônibus na cidade de São Paulo. Ao todo, já foram contabilizados mais de 600 ataques no estado, sendo mais de 400 apenas na capital.

Somente no último domingo (13) foram registrados 47 novos ataques e, entre as novas infrações cometidas no final de semana, quatro boletins de ocorrência foram identificados pela Polícia Civil.

Até o momento, cinco homens foram presos por envolvimento nos ataques e um adolescente foi apreendido. Um deles foi preso no dia 6, acusado de lançar uma pedra contra um ônibus na Avenida Washington Luiz, em 27 de junho, ferindo uma passageira.

A Polícia Civil de São Paulo trabalha com a possobilidade de ataques coordenados, motivados por empresas de transporte público.

Investigação

De acordo com a CNN, a polícia considera como principal motivação o descontentamento de funcionários e empresas de transporte público com a prefeitura de São Paulo e com a concorrência no setor.

Segundo um relatório divulgado pela Polícia Civil, três empresas concentram a maior parte dos ataques a ônibus registrados na cidade de São Paulo desde o início de junho, sendo a Mobibrasil, Transppass e Viação Grajaú, o que indica possível padrão.

A polícia suspeita que os ataques coordenados ocorrem porque a empresa é penalizada por viagens não realizadas, sendo obrigada a substituir um veículo por outro reserva quanto estiver em manutenção.

Outras motivações

O Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais) e a Delegacia Seccional de Santos começaram a investigar a possibilidade de desafios de internet.

Os órgãos realizaram um monitoramento cibernético e contato direto com a SPTrans para obter informações que auxiliem na constatação dos fatos.

Além disso, a polícia considerou o envolvimento de facções criminosas, como o PCC, mas já foi descartado após análise.

Mestrando em Comunicação Social na UFMG, é graduado em Jornalismo pela mesma Universidade. Na Itatiaia, é repórter de Cidades, Brasil e Mundo

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