Bruno Eustáquio Vieira foi preso nesta segunda-feira (08), em Belo Horizonte. Ele estava escondido em uma casa na rua Atalaia, bairro Caiçara, região noroeste da capital. Bruno, que era considerado foragido desde 2021, é acusado de matar a mãe, a diarista Márcia Lanzane, no Guarujá, por interesse na herança.
As tias de Bruno conseguiram identificar onde ele estava morando, acionaram a Polícia Militar, militares do tático móvel do 34° Batalhão prenderam Bruno que tinha um mandado de prisão aberto contra ele.
De acordo com as investigações policiais, Márcia foi morta em 21 de dezembro de 2020 esganada pelo filho, que tinha 23 anos na data. Imagens de câmeras de segurança de dentro da casa, mostraram os dois em luta corporal. Em determinado momento, eles chegam a cair no chão e Bruno fica por cima de Márcia. As imagens ainda mostram que ele prendeu o pescoço da mulher e deu socos nela.
A mulher ficou imóvel, Bruno saiu do quarto e seguiu para a sala, onde continuou vendo televisão. Duas horas após o crime, ele saiu para passear com o cachorro da família. Na manhã seguinte, foi à academia e ao retornar, acionou a polícia dizendo ter encontrado a mãe morta.
Veja o vídeo da agressão aqui.
Em junho de 2021, Bruno chegou a dar uma entrevista exclusiva à Record, onde afirmou que a machucou, mas não a ponto de matá-la. “Estava tentando fazer a gente parar de brigar”, disse Bruno. Na entrevista, ele ainda afirmou que a mãe teria morrido por um mal súbito e não por conta das agressões. O laudo de morte, no entanto, aponta que a morte de Márcia ocorreu em decorrência de asfixia.
O Ministério Público de São Paulo afirma que Bruno simulou desespero e dificultou a investigação ao retirar cabos do HD das câmeras de segurança e escondê-la no interior do forno.
O caso foi tema do terceiro episódio da segunda temporada do programa Linha Direta, da TV Globo.