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Homem que matou idoso com ‘voadora’ em SP vira réu por homicídio qualificado

Ministério Público pediu indenização de R$ 300 mil para família da vítima; caso aconteceu em 8 de junho, em Santos (SP)

A Justiça de Santos, no litoral de São Paulo, aceitou a denúncia do Ministério Público (MP) e tornou réu o homem, de 39 anos, que matou um idoso, de 77 anos, com uma “voadora” no peito, em 8 de junho. Na denúncia, o MP também pediu indenização de R$ 300 mil a ser paga para a família da vítima.

O caso aconteceu na Rua Professor Pirajá, na lateral de um shopping. Cesar Torresi estava com o neto de 11 anos quando foi agredido, caiu e teve traumatismo cranioencefálico. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos.

Tiago Gomes de Souza vai responder por homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. Ele está preso preventivamente, ou seja, por tempo indeterminado. A reportagem tenta contato com a defesa.

De acordo com o MP, a vítima estava atravessando a rua com o neto quando o réu, que estava de carro, freou bruscamente perto deles. O idoso colocou a mãe sobre o capô do carro e completou a travessia da rua.

O agressor, no entanto, desceu rapidamente do veículo, correu em direção à vítima e desferiu o chute no tórax, informou a denúncia, que foi aceita no domingo (16), pelo juiz da Vara do Júri de Santos Alexandre Betini.

Pedido de prisão domiciliar negado

Na segunda-feira (17), o juiz negou um pedido de conversão da prisão em domiciliar pelo fato do agressor ter três filhos menores de idade, sendo um portador de Transtorno do Espectro Autista, o que demandaria sua atenção e cuidados.

“Em análise ao pedido formulado, quando o acusado sustenta ter residência fixa e ocupação lícita, fato é que tais alegações não tem o condão de afastar que no dia dos fatos, conforme apurado pela autoridade policial na oitiva das testemunhas presenciais, o denunciado tentou fugir, sendo detido adiante pela Polícia Militar”, apontou o juiz.

Segundo o magistrado, o réu tem condições de arcar com a contratação de pessoas especializada em cuidar de crianças e “sua esposa também possui ocupação lícita a reforçar o orçamento doméstico, o que demonstra a capacidade econômica de ambos os genitores, de modo que seus filhos não ficarão sem a assistência necessária para o seu desenvolvimento.”

Jornalista há 15 anos, com experiência em impresso, online, rádio, TV e assessoria de comunicação. É repórter da Itatiaia em São Paulo.
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