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Cidade do Rio Grande do Sul confirma a primeira morte por leptospirose após enchentes

Vítima é um homem de 67 anos que morreu no município de Travesseiros, no Vale do Taquari; a região foi uma das mais afetadas pelas chuvas e inundações no estado gaúcho

A Prefeitura de Travesseiros, cidade no Vale do Taquari, no Rio Grande do Sul, confirmou a primeira morte por leptospirose após as enchentes que atingem o Rio Grande do Sul. O munícipio fica próximo ao rio Forqueta, afluente do rio Taquari. Por conta das fortes chuvas, o Taquari chegou ao maior nível da sua história, ultrapassando os 30 metros, no dia 1° de maio.

Segundo o município, a vítima é um homem de 67 anos, que começou a sentir os sintomas no dia 9 de maio. A morte aconteceu na sexta-feira (17), mas só foi confirmada nesse domingo (19). O governo estadual também confirmou a morte na tarde desta segunda-feira (20), após o resultado da amostra analisada pelo Laboratório Central do Estado (Lacen), em Porto Alegre, dar positivo.

A leptospirose é uma infecção causada pela bactéria do tipo Leptospira, transmitida a partir da exposição direta ou indireta à urina de animais (principalmente ratos). A bactéria penetra a partir da pele com lesões, pele íntegra imersa por longos períodos em água contaminada ou por meio de mucosas.

A doença é uma grande preocupação das autoridades, já que as inundações proporcionam um ambiente favorável à propagação da doença, elevando o perigo para aqueles que têm contato com águas poluídas. O Ministério da Saúde alerta que a lama de enchentes tem alto poder infectante. A leptospirose tem uma letalidade elevada, que pode chegar a 40% nos casos mais graves.

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Principais sintomas:

Segundo o Ministério da Saúde, o início dos sintomas geralmente ocorre entre 7 e 14 dias após a exposição a situações de risco. São eles:

  • Febre
  • Dor de cabeça
  • Dor muscular, principalmente nas panturrilhas
  • Falta de apetite
  • Náuseas/vômitos

Também podem ocorrer diarreia, dor nas articulações, vermelhidão ou hemorragia conjuntival, fotofobia, dor ocular, tosse. Mais raramente podem manifestar exantema (erupção cutânea), aumento do fígado e/ou baço, aumento de linfonodos e sufusão conjuntival.

Em aproximadamente 15% dos pacientes com leptospirose, a doença evolui para a forma grave, que normalmente iniciam-se após a primeira semana de doença.

Manifestações na fase tardia:

  • Síndrome de Weil - tríade de icterícia (pele alaranjada), insuficiência renal e hemorragias
  • Síndrome de hemorragia pulmonar - lesão pulmonar aguda e sangramento maciço
  • Comprometimento pulmonar - tosse seca, dispneia, expectoração hemoptoica
  • Síndrome da angustia respiratória aguda – SARA
  • Manifestações hemorrágicas – pulmonar, pele, mucosas, órgãos e sistema nervoso central

Tratamento

O Ministério da Saúde orienta que os casos suspeitos de leptospirose no Rio Grande do Sul devem ter tratamento imediato, que consiste no uso de substâncias e medicamentos para evitar o desenvolvimento da doença.

*Com informações de Agência Brasil


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Fernanda Rodrigues é repórter da Itatiaia. Graduada em Jornalismo e Relações Internacionais, cobre principalmente Brasil e Mundo.
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