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Brasil tem 11,4 milhões de pessoas que não sabem ler e escrever, diz IBGE

Estudo do instituto indica que o percentual da população alfabetizada subiu a 93% no Censo 2022; desigualdade regional persiste

Dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que o Brasil tem 11,4 milhões de analfabetos, número que representa 7% do total da população com 15 anos ou mais, de acordo com levantamento divulgado nesta sexta-feira (17), referente a 2022.

O índice manteve uma sequência histórica de queda. Em 2010, o censo indicou que 10% dos brasileiros não sabiam ler e escrever um “bilhete simples”. Em 1940, quando iniciou a série, a taxa era de 56%. O estudo se baseia nos resultados do Censo 2022 e considera apenas a população com 15 anos ou mais, um recorte utilizado para medir os níveis de alfabetização. Os dados relativos à população entre 5 e 14 anos serão divulgados posteriormente pelo IBGE.

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No total, o Brasil contava com 163 milhões de pessoas com 15 anos ou mais em 2022, das quais 151,5 milhões eram consideradas alfabetizadas, o que representa uma taxa de 93%.

De acordo com Betina Fresneda, analista do IBGE, esse dado representa um reflexo dos investimentos em educação ao longo das décadas passadas. No entanto, a alfabetização não é uniforme em todo o país, destacando-se diferenças regionais significativas. Enquanto no Sul a taxa de alfabetização atinge 97% da população, no Nordeste esse índice é de 86%, refletindo desafios históricos de acesso à educação.

Betina ressalta que o Brasil enfrentou desafios na garantia de recursos para a educação ao longo de sua história, especialmente antes da Constituição de 1988 e da Lei de Diretrizes e Bases, promulgada em 1996. A disparidade de recursos entre regiões contribui para a persistência dessas diferenças regionais.

Embora a taxa de analfabetismo seja mais alta entre os mais velhos, todos os grupos etários apresentaram redução nos índices ao longo das décadas. Além disso, as mulheres tendem a ter maiores índices de alfabetização em comparação aos homens, atingindo 93,5% em 2022.


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Jornalista nascida na capital federal. Graduada pelo Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb), foi editora de política nos jornais O Tempo e Poder360. É especializada em Língua Portuguesa e Revisão de Texto. Na Itatiaia, é Supervisora de Conteúdo desde fevereiro de 2024.
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