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Metade dos presos que foram reconhecidos por câmera no RJ são soltos após erro

Detidos já haviam cumprido suas prisões e foram soltos; Secretaria de Segurança Pública afirma que policiais precisam conferir os dados dos suspeitos

Suspeitos detidos já haviam cumprido prisão

Duas das quatro pessoas presas após terem o rosto detectado pelo sistema de reconhecimento facial das câmeras na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro (RJ), foram soltas por conta de um erro no sistema judicial.

Na terça-feira (2), um argentino de 54 anos foi preso pouco após ser detectado pelas câmeras inteligentes, na região da Praça Almirante Júlio de Noronha. Silvio Gabriel Juarez, de 54 anos, foi condenado em 2020 por furto, mas acabou sendo solto na quinta (4), após comprovar que já havia cumprido o mandado de prisão entre 2020 e 2022.

O outro caso, também registrado nesta semana, envolve uma mulher que foi localizada em Copacabana. Após a câmera alertar os policiais da região, ela foi abordada por agentes, que desconfiaram dos dados que estavam no mandado de prisão.

A mulher foi levada para a delegacia, onde os agentes perceberam que ela já havia cumprido a pena em prisão aberta, em agosto de 2023, por roubo e formação de quadrilha.

Em nota, a Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro informou que o sistema de reconhecimento facial utiliza um software com uma precisão muito grande, mas que os dados e mandados devem ser checados pela polícia.

Outras duas pessoas foram presas após serem reconhecidas pelo sistema: um homem de 31 anos que era considerado foragido por tentativa de homicídio e um taxista de 64 anos condenado por dívidas com pensão alimentícia.

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Jornalista formado pela UFMG, com passagens pela Rádio UFMG Educativa, R7/Record e Portal Inset/Banco Inter. Colecionador de discos de vinil, apaixonado por livros e muito curioso.