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Brasil tem nova variante do coronavírus e transmissão é maior do que a Ômicron

Rio de Janeiro identificou nova cepa, detectada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por meio de sequenciamento genético

Brasil tem nova variante do coronavírus e transmissão é maior do que a Ômicron

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro confirmou a presença de uma subvariante da Ômicron BQ.1, detectada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) por meio de sequenciamento genético, no último sábado (5). O aumento de casos de Covid-19 na Europa, Estados Unidos e Canadá serve de alerta para o Brasil, que já apresenta um aumento de testes positivos.

Em Minas Gerais, nas últimas 24 horas, a Secretaria de Estado de Saúde registrou 65 novos casos, com 7 óbitos, conforme balança divulgado na sexta-feira (4). Até o momento foram 3.884.248 casos confirmados e 63.887 óbitos.

Os resultados de laboratórios particulares indicam um aumento de testes positivos do coronavírus no Brasil. Entre 8 e 29 de outubro, o Brasil saltou de 3% para 17% de novos diagnósticos confirmados para o vírus em relação ao total, diz levantamento do Instituto Todos pela Saúde. A Europa já tem visto uma elevação de casos e internações. Especialistas afirmam que é improvável que o Brasil sofra um pico tão grande como ocorreu no 1º semestre do ano passado, mas dizem que é preciso monitorar o surgimento de variantes e a redução da procura pelo reforço vacinal.

O diagnóstico é essencial, principalmente para os grupos de risco, como cardiopatas, gestantes e idosos - que se repetem para o coronavírus e para o influenza. A vacinação, o uso de máscara e o distanciamento social são as principais medidas preventivas.

Na infecção “clássica” pelo influenza, logo no primeiro dia o paciente já apresenta muita dor no corpo, dor de cabeça, dor de garganta, febre, calafrio ou sensação febril, explica a infectologista Nancy Bellei, da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI). Normalmente, continua ela, tosse com expectoração aparece em 24 horas, e o quadro segue assim por cerca de dois ou três dias.

Testagem é primordial

Por mais que algumas especificidades possam ajudar a diferenciar as doenças, apenas a testagem pode confirmar o diagnóstico. Silva indica que para a covid, o teste RT-PCR é a melhor opção, pois tem maior sensibilidade (menos chance de apresentar um falso negativo). Ao negativar para o quadro causado pelo coronavírus, a orientação é testar para a gripe também.

Caso o paciente não possa fazer os testes, a indicação é ficar isolado. Segundo Nancy, o isolamento para o coronavírus, devido a incertezas com a Ômicron, deve ser de 14 dias; já o para o influenza, de uma semana.

Para pessoas dos grupos de risco, a apresentação de sintomas, mesmo que leves, exige a busca de atendimento médico para avaliação do quadro.

Prevenção

As medidas de prevenção da gripe e da covid são as mesmas. Em um primeiro momento, os infectologistas indicam que a população busque a vacinação para ambas doenças. Embora o Brasil tenha conseguido uma taxa elevada de vacinação com as duas primeiras doses, a busca pelas injeções de reforço ainda tem sido baixa.

Medidas não farmacológicas seguem necessárias, principalmente porque a Ômicron parece reduzir a eficácia de imunizantes. Uso de máscara, distanciamento físico e higienizar as mãos são maneiras de se proteger das doenças.

Com informações do Estadão Conteúdo.

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