Itatiaia

Novo BYD King faz quase 40 km/l e custa a partir de R$ 57 mil

Sedã híbrido plug-in estreia na China com carroceria maior, bateria de até 24,3 kWh e opção de assistente de condução com LiDAR

Por
Divulgação

A BYD lançou na China a terceira geração do Qin Plus DM-i, sedã híbrido plug-in vendido no Brasil como King. O modelo recebeu mudanças visuais, ficou maior e ganhou mais autonomia no modo elétrico, podendo rodar até 220 km sem acionar o motor a combustão e superar os 2.000 km de autonomia combinada com o tanque cheio e a bateria carregada.

O novo Qin Plus DM-i é oferecido em três versões, com preços oficiais entre 79.900 e 100.900 yuans, o equivalente a aproximadamente R$ 57 mil a R$ 72 mil em conversão direta. Durante a campanha de lançamento, os valores caem para 76.900 a 97.900 yuans, cerca de R$ 55 mil a R$ 70 mil, respectivamente.

• Divulgação
• Divulgação

BYD Qin Plus DM-i cresce na nova geração

O sedã recebeu uma dianteira redesenhada, com faróis mais estreitos e uma entrada de ar inferior com formato trapezoidal. Na traseira, o modelo mantém as lanternas interligadas por uma faixa luminosa, característica visual da família Qin.

As dimensões também aumentaram. O novo Qin Plus DM-i mede 4,84 metros de comprimento, 1,90 m de largura e 1,498 m de altura, com entre-eixos de 2,80 m. Em relação à geração anterior, são 6 cm a mais no comprimento, 6,3 cm na largura e 8,2 cm adicionais na distância entre os eixos.

• Divulgação
• Divulgação

Híbrido plug-in tem até 220 km de autonomia elétrica

O conjunto mecânico utiliza a quinta geração da tecnologia híbrida DM-i da BYD. O sistema combina um motor 1.5 aspirado a gasolina, de 99 cv, com um motor elétrico de 161 cv. Esses valores representam as potências máximas individuais dos propulsores e não devem ser somados diretamente para determinar a potência combinada do veículo.

A bateria de fosfato de ferro-lítio (LFP) está disponível em duas capacidades: 16,2 kWh e 24,3 kWh. Na versão de entrada, a autonomia elétrica chega a 140 km. Nas configurações mais caras, equipadas com a bateria maior, o alcance aumenta para 220 km, sempre conforme o ciclo chinês CLTC.

• Divulgação
• Divulgação

A recarga de 30% a 80% pode levar aproximadamente 20 minutos, segundo os dados divulgados para o modelo. O tempo efetivo depende das condições de recarga e da potência disponível.

Outro destaque é a eficiência energética. Com a bateria descarregada, o consumo anunciado é de 2,58 litros de gasolina a cada 100 km pelo ciclo NEDC, equivalente a aproximadamente 38,8 km/l. Esse número é obtido em condições padronizadas e não representa necessariamente o consumo no uso cotidiano.

Com o tanque de 65 litros cheio e a bateria totalmente carregada, a BYD declara autonomia combinada de até 2.290 km.

Sedã pode receber sensor LiDAR

O interior do Qin Plus DM-i também evoluiu, com a adoção do sistema multimídia DiLink 150. Dependendo da versão, a central tem tela de 10,1 ou 12,8 polegadas, acompanhada de quadro de instrumentos digital de 8,8 polegadas.

A cabine ganhou volante de dois raios, iluminação ambiente e seis alto-falantes. O console central reúne comandos físicos, porta-copos e dois carregadores de celular por indução.

• Divulgação
• Divulgação

Entre os recursos tecnológicos, o sedã pode receber o sistema de assistência à condução God's Eye B, que utiliza um sensor LiDAR instalado no teto. O equipamento permite funções de assistência em vias urbanas e rodovias, além de recursos de estacionamento automatizado.

O sistema é opcional e não está presente em todas as versões. A disponibilidade dos equipamentos também pode variar conforme o mercado.

Por

Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

 

 

Belo Horizonte