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Nissan fecha filial na Argentina e passa a operar por meio de importadora

Grupos locais assumirão a distribuição de veículos, peças e acessórios da marca japonesa; mudança ocorre um ano após o encerramento da produção da Frontier no país

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Pedro Danthas | Divulgação

A Nissan deixará de operar diretamente na Argentina e passará a comercializar seus veículos por meio de uma importadora controlada por grupos locais. A fabricante japonesa assinou um acordo com o Grupo Simpa e o Grupo Tagle para transferir a representação comercial da marca, incluindo a distribuição de veículos, peças e acessórios. A transição deverá ser concluída até o fim de 2026.

Na nova estrutura, o Grupo Simpa terá 80% de participação, enquanto o Grupo Tagle ficará com os 20% restantes. As empresas também assumirão o relacionamento com a rede de concessionárias e a continuidade dos serviços de pós-venda.

• Divulgação | Nissan
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A mudança faz parte do plano global de reestruturação Re, anunciado em maio de 2025, que busca reduzir custos, aumentar a eficiência e tornar as operações da montadora mais competitivas. Com o novo modelo, a Argentina passará a integrar a Nissan Importers Business Unit (NIBU), divisão regional responsável por mercados nos quais a marca atua por meio de importadores independentes.

Segundo a Nissan, a transição não deverá prejudicar os consumidores. A empresa afirma que serão mantidos o portfólio de veículos, as garantias, o fornecimento de peças e acessórios, os serviços de assistência e o Nissan Plan de Ahorro, sistema de financiamento coletivo utilizado no país.

Fim da produção da Frontier antecedeu mudança

A decisão de encerrar a operação direta na Argentina ocorre um ano após o fechamento da fábrica de Córdoba, onde a Nissan produzia a picape Frontier desde 2018. A unidade recebeu investimento de aproximadamente US$ 600 milhões, mas teve suas atividades encerradas em 2025, como parte da reorganização industrial da companhia.

• Divulgação
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Com o fim da produção argentina, a fabricação regional da Frontier foi concentrada no México. A mudança também afetou o abastecimento de mercados sul-americanos, incluindo o Brasil, onde a picape deixou de ser oferecida após o encerramento da produção local.

• Pedro Dhantas | Divulgação Nissan
• Pedro Dhantas | Divulgação Nissan

A partir da nova estrutura comercial, os veículos vendidos pela Nissan na Argentina serão importados de outros países. Os SUVs Kicks e Kait, por exemplo, são produzidos no Brasil, na fábrica de Resende-RJ. Já modelos como Versa e Sentra são provenientes do México.

Grupos locais assumem a representação

A parceria reúne empresas com experiência em diferentes segmentos. O Grupo Simpa atua na importação e distribuição de produtos, incluindo motocicletas de marcas internacionais, enquanto o Grupo Tagle tem forte presença no setor automotivo argentino, com operações de concessionárias.

A Nissan considera que a combinação da experiência internacional da fabricante com o conhecimento local dos novos representantes permitirá agilizar decisões comerciais e atender melhor às necessidades dos consumidores.

A transferência também contempla a continuidade dos contratos com a rede de concessionárias e de serviços. Dessa forma, a marca pretende preservar sua presença comercial no país, mesmo sem manter uma subsidiária própria.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

 

 

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