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Novo BYD Dolphin Mini: vimos de perto a nova geração do elétrico, que recarrega em 5 minutos

Itatiaia Auto conheceu a segunda geração do hatch elétrico em Xangai, na China; modelo ficou maior, ganhou suspensão multilink e deve chegar ao Brasil até 2028

Por, de Xangai, China
Guilherme Silva

O BYD Dolphin Mini mudou de patamar. O Itatiaia Auto foi até uma concessionária da marca em Xangai, na China, para conhecer de perto a nova geração do hatch elétrico, que evoluiu significativamente em relação ao modelo vendido atualmente no Brasil. Além do visual renovado, o compacto ficou maior, recebeu motor mais potente e passou a contar com uma tecnologia de recarga capaz de recuperar boa parte da bateria em apenas cinco minutos.

A BYD ainda não confirmou oficialmente o lançamento da nova geração no Brasil. A expectativa, porém, é que o modelo chegue ao mercado nacional até 2028, convivendo com a geração atual, que deverá continuar como alternativa de entrada da marca entre os carros elétricos.

• Guilherme Silva
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Dolphin Mini fica maior e ganha porta-malas dianteiro

A mudança mais evidente está nas dimensões. O novo Dolphin Mini passou de aproximadamente 3,78 metros para 4,20 metros de comprimento, um crescimento de 42,5 centímetros. A distância entre-eixos também aumentou, de 2,50 m para 2,65 m. O porta-malas, por sua vez, comporta 385 litros.

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Com o porte ampliado, o hatch deixa de ser tão compacto e passa a disputar espaço com modelos maiores, como o Geely EX2. A carroceria recebeu novos faróis, lanternas e para-choques, acompanhando a atualização visual da linha de elétricos da fabricante chinesa.

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Outra novidade é o compartimento de bagagem dianteiro, com capacidade para 94 litros. Conhecido como frunk, ele foi possível graças à reorganização dos componentes mecânicos e permite guardar objetos separados do porta-malas traseiro.

Motor traseiro e até 129 cv

O conjunto mecânico também passou por alterações importantes. O motor elétrico, que no Dolphin Mini atual fica na dianteira, foi transferido para o eixo traseiro. A potência chega a aproximadamente 129 cv, ampliando a capacidade de desempenho em relação aos 75 cv do modelo brasileiro.

A mudança abriu espaço para uma suspensão traseira independente do tipo multilink, solução que pode melhorar a estabilidade e o conforto ao rodar. O sistema é especialmente relevante porque o acerto da suspensão está entre os pontos frequentemente criticados por proprietários do Dolphin Mini vendido no Brasil.

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Na China, o modelo oferece duas opções de bateria: 30,1 kWh e 39,2 kWh. A autonomia anunciada chega a 320 km e 420 km, respectivamente, pelo ciclo chinês CLTC.

Os números, entretanto, não podem ser comparados diretamente com os dados do Inmetro, que utiliza critérios diferentes de homologação. A BYD ainda não informou quais configurações mecânicas serão destinadas ao mercado brasileiro.

Recarga de 10% a 70% em cinco minutos

O principal destaque tecnológico da nova geração é o sistema Flash Charging, que permite acelerar consideravelmente o processo de recarga. Nas versões compatíveis, a bateria pode passar de 10% para 70% em aproximadamente cinco minutos. Para chegar a 97%, o tempo informado é de cerca de nove minutos.

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O recurso, porém, não está disponível em todas as versões chinesas. A tecnologia é oferecida nas três configurações mais caras, equipadas com a bateria de 39,2 kWh, e depende de infraestrutura de carregamento de alta potência compatível.

A tecnologia já está presente no Brasil em modelos da Denza, divisão de luxo da BYD. Ainda não há confirmação de que o novo Dolphin Mini receberá o sistema no mercado nacional.

Além da compatibilidade do veículo, a expansão da rede de carregadores será determinante para que os motoristas brasileiros possam aproveitar tempos de recarga tão curtos.

Adeus ao painel de instrumentos

O interior também foi reformulado, mas uma das mudanças pode dividir opiniões: o novo Dolphin Mini abandonou o quadro de instrumentos digital instalado atrás do volante. As informações de condução, como velocidade e autonomia, passam a ser exibidas na central multimídia de 15,6 polegadas. A tela substitui a unidade de 10,1 polegadas da geração anterior e não conta mais com o mecanismo giratório encontrado em outros modelos da BYD.

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A lista de equipamentos varia conforme a versão. Na China, as configurações mais completas podem oferecer bancos dianteiros com ajustes elétricos, aquecimento e ventilação, carregador de celular por indução de 50 watts e sistema de som com oito alto-falantes.

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Também há versões com sensor LiDAR e recursos avançados de assistência à condução. Esses equipamentos, contudo, não estão confirmados para o modelo que eventualmente será vendido no Brasil.

Quando o novo BYD Dolphin Mini chega ao Brasil?

A nova geração do Dolphin Mini é esperada no Brasil até 2028, mas a fabricante ainda não divulgou uma data oficial de lançamento, preços ou especificações para o país.

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A tendência é que o modelo fique acima do Dolphin Mini atual, que continuará como opção de entrada da marca e tem produção nacional em Camaçari-BA. Dessa forma, a BYD poderá ampliar sua oferta de carros elétricos sem abandonar a faixa de preço ocupada pelo hatch atual.

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Na China, os preços das cinco versões variam de 65.900 a 99.900 yuans, o equivalente a aproximadamente R$ 50 mil a R$ 80 mil em conversão direta. Os valores, porém, não servem como referência para o mercado brasileiro, pois não incluem necessariamente impostos, custos logísticos e demais despesas envolvidas na comercialização.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

 

 

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