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GM confirma híbridos flex nacionais e mira linha eletrificada até 2030

Vice-presidente da empresa diz que marca está "na boca do gol" para lançar os primeiros modelos híbridos produzidos no Brasil; Tracker deve ser o pioneiro

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Chevrolet Tracker 2026
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A General Motors está próxima de lançar os seus primeiros veículos híbridos flex produzidos no Brasil. A confirmação foi feita por Fabio Rua, vice-presidente da General Motors para a América do Sul, ao site Motor 1 durante evento realizado em Gravataí-RS, onde a montadora celebrou a produção de cinco milhões de veículos no estado. Segundo o executivo, a marca está "na boca do gol" para colocar os novos modelos eletrificados no mercado nacional.

"A gente tem um compromisso de fabricar os primeiros motores híbridos flex da GM de todo o mundo no Brasil, isso vai acontecer logo, logo", afirmou Rua. O executivo também reforçou a meta da Chevrolet de ter praticamente toda a linha produzida no país eletrificada até 2030, incluindo diferentes níveis de eletrificação, desde sistemas híbridos leves (MHEV) até híbridos plug-in (PHEV).

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O primeiro modelo nacional a receber a tecnologia deverá ser o Tracker. Reestilizado recentemente, o SUV adotou uma dianteira inspirada nos Equinox e Blazer EV, mas manteve os motores 1.0 turbo e 1.2 turbo da família CSS Prime com injeção direta e a controversa correia de comando banhada a óleo. Segundo informações apuradas pelo colunista do Itatiaia Auto, Jorge Moraes, o SUV será equipado com um sistema híbrido leve de 48 volts, semelhante ao adotado recentemente pelo Jeep Renegade.

Diferentemente dos híbridos plenos (HEV), como o Toyota Yaris Cross, o sistema MHEV utiliza um pequeno motor elétrico para auxiliar o propulsor a combustão em situações como arrancadas e retomadas, contribuindo para reduzir o consumo de combustível e as emissões de poluentes. O conjunto, porém, não tem capacidade de movimentar o veículo utilizando apenas energia elétrica.

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A expectativa é que não haja alterações significativas na potência dos motores. O propulsor 1.0 turbo permanece com 115,5 cv e 18,9 kgfm de torque, após ter sido recalibrado em 2025 para atender às exigências do Programa Carro Sustentável e garantir isenção de IPI ao Tracker. Já o motor 1.2 turbo segue entregando até 141 cv e 22,9 kgfm de torque nas versões do SUV e da picape Montana.

Outro modelo cotado para receber a tecnologia híbrida em um segundo momento é o novo Sonic SUV, lançado neste ano com o mesmo motor 1.0 turbo do Tracker. A estratégia faz parte do plano da Chevrolet de ampliar gradualmente a eletrificação de seu portfólio nacional ao longo dos próximos anos.

Além dos híbridos leves, a Chevrolet também prepara a chegada de um híbrido plug-in. O principal candidato é o Captiva PHEV, derivado do Captiva EV, atualmente montado em regime SKD na Planta Automotiva do Ceará (PACE). Embora a fabricante ainda não tenha confirmado oficialmente a nova versão, flagras recentes do modelo em testes no Brasil reforçam a expectativa de que ele seja o terceiro veículo produzido na unidade, utilizando uma tecnologia inédita para a marca no país. A previsão é que essa terceira linha de montagem entre em operação entre setembro e outubro de 2026.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

 

 

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