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Fiat estuda fabricar elétrico popular em Betim para enfrentar chinesas

Stellantis avalia produzir um compacto elétrico em Betim (MG), mas decisão depende da evolução do mercado de veículos eletrificados no país

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Fiat Grande Panda
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A Stellantis estuda produzir um modelo compacto totalmente elétrico na fábrica de Betim-MG, em um projeto que tem como objetivo enfrentar o avanço das fabricantes chinesas, especialmente BYD e Geely, que vêm ampliando rapidamente a sua participação no mercado nacional. A empresa é dona das marcas Fiat, Jeep, Citroën, Peugeot, Leapmotor e Ram.

A informação foi confirmada por executivos da Stellantis durante as comemorações dos 50 anos da Fiat no Brasil, em Belo Horizonte. Segundo a empresa, a produção de um elétrico nacional está em fase de estudos e ainda não recebeu aprovação definitiva.

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"Temos todas as tecnologias [de motorização] à disposição na prateleira e podemos oferecer todas ao consumidor [brasileiro], desde que seja uma demanda. Estamos sempre estudando o mercado. Se detectarmos uma demanda [do mercado brasileiro] que justifique ter um carro elétrico produzido no Brasil, vamos produzir", explicou Hernander Zola, presidente da Stellantis na América do Sul.

O modelo cotado para inaugurar essa estratégia é um derivado do Fiat Grande Panda elétrico vendido na Europa. O hatch utiliza a plataforma Smart Car da Stellantis, arquitetura desenvolvida para reduzir custos e permitir a produção de veículos compactos eletrificados em diferentes mercados.

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A intenção é nacionalizar a produção para tornar o modelo mais competitivo em preço, reduzindo os custos de importação e os impactos da elevação gradual do imposto de importação sobre veículos elétricos. Dessa forma, a Fiat pretende disputar espaço diretamente com modelos como o BYD Dolphin Mini e o Geely EX2, que hoje figuram entre os elétricos mais acessíveis do mercado brasileiro.

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Segundo a Stellantis, a decisão dependerá principalmente da evolução da demanda por veículos elétricos no Brasil. A empresa avalia se o mercado terá escala suficiente para justificar o investimento em uma linha de produção nacional, já que fabricar um modelo elétrico exige um volume significativo de vendas para compensar os elevados custos de desenvolvimento e industrialização.

Caso seja aprovado, o projeto reforçará a estratégia da Stellantis de ampliar a eletrificação da gama produzida no país. Atualmente, a empresa já comercializa modelos híbridos leves da Fiat e prepara novas tecnologias eletrificadas para o mercado brasileiro, mas ainda não produz automóveis 100% elétricos em suas fábricas nacionais.

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Guilherme Silva gosta do meio automotivo desde que se conhece por gente, mas começou a trabalhar no setor por acaso. São mais de 15 anos de experiência na área, com passagens por iCarros, Carsale, Webmotors, KBB e Mobiauto, além de ter colaborado com as tradicionais revistas Autoesporte, Motor Show e Quatro Rodas, produzindo matérias de diferentes temas e cobrindo eventos e salões no Brasil e no exterior.

 

 

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