Valdir Barbosa: café pode ultrapassar a R$ 2 mil a saca
O clima instável e a perda de qualidade em até 15% dos cafés finos estão subindo os preços nos mercados internacional e doméstico

Amigas e amigos do Agro!
Produtores de café estão cuidando bem dos estoques na expectativa que a saca ultrapasse a R$ 2 mil chegando a R$ 2.100.
O café tem uma volatilidade muito grande e hoje os café finos ou especiais vão ganhando preços na Bolsa de Nova York.
O consumidor tem o hábito de acompanhar os preços do café comum de uso doméstico e, por várias vezes, se depara com ligeiras quedas nos supermercados e não percebe a movimentação dos preços.
Entretanto, é bom observar que o café teve aumento de 40% a partir de julho no mercado internacional e os reflexos são diretos aqui no Brasil.
O gerente de mesa de operações da Minasul informa que a saca do café arábica especial em Varginha-MG estava sendo negociado nesta terça-feira (25) entre R$ 1.000, R$ 1.900 a R$ 1.950.
Leia mais:
A colheita do café em Minas Gerais já chegou a 80% e, a perda de qualidade deve ficar entre 10% e 14%. Somando-se as perdas na Colômbia, ainda não anunciadas, os estoques mundiais serão reduzidos no setor do café fino, que acaba puxando o café doméstico para cima também.
Diante disso, os produtores vão conduzindo dia a dia o volume de vendas e os preços oferecidos pelo mercado.
O consumo brasileiro e mundial não caiu, ainda mais que os chineses passaram a consumir mais café numa mistura com as bebidas diariamente consumidas.
E como ninguém consegue prever o comportamento do El Niño, que pode comprometer a próxima florada em dezembro, a expectativa de outras altas do café vai ficando em aberto.
Valdir Barbosa, Itatiaia Agro.
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



