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Setor cafeeiro manifesta contra compartilhamento de material genético do café brasileiro

Conselho Nacional do Café (CNC) alertou para riscos à competitividade e sustentabilidade da cadeia produtiva

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Embarques de produtos agropecuários representaram 43,5% da pauta mineira • Divulgação Sebrae-MG

O Conselho Nacional do Café (CNC) manifestou-se nesta sexta-feira (25) contra a possibilidade de compartilhamento do material genético do café dos Bancos Ativos de Germoplasma (BAGs) do Brasil com outros países, no âmbito do Protocolo de Nagoya, reacendendo o "tema de extrema relevância para a soberania científica, econômica e ambiental do país", segundo a entidade.

Para o presidente do CNC, Silas Brasileiro, o conhecimento é o que sustenta a vantagem competitiva do país e constitui o principal diferencial que mantém a cafeicultura brasileira na vanguarda da produção global.

"A gravidade desse cenário merece atenção. A inclusão do café neste protocolo representa não apenas o risco de se perder a soberania sobre o nosso conhecimento científico acumulado ao longo de décadas, mas também a possibilidade de comprometer toda a cadeia produtiva nacional", afirma Brasileiro.

"Toda a cadeia produtiva seria afetada por uma eventual fragilização de nossas estruturas de soberania genética e tecnológica: cooperativas, indústrias, fornecedores de insumos, prestadores de serviço, exportadores — todos integram um setor que movimentou 79,59 bilhões de reais em 2024, sendo o 4.º produto do agro na balança comercial brasileira", afirma a carta da CNC.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde