Governo Trump pode impactar avanço da siderurgia verde no Brasil? Líderes debatem em encontro da AMIF
Produção do aço brasileiro sofreu com taxação no último mandato do republicano

A siderurgia verde é um dos setores do agro brasileiro que pode ser impactado pelo governo Trump, segundo especialistas. No último mandato do republicano, o aço brasileiro foi prejudicado pela alta na taxação, o que traz um alerta para o segundo governo.
Nesta terça-feira (4), líderes das principais siderúrgicas brasileiras discutiram o avanço da siderurgia no Brasil no ‘Forest Leaders Forum’, evento promovido pela Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF).
Líderes da Aço Verde do Brasil e ArcelorMittal apontaram os desafios para o setor siderúrgico, com a descarbonização. A saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris pode impactar o setor em geral.
'Com certeza a saída do Acordo de Paris vai sim provocar uma nova discussão, uma mudança na agenda. Não acreditamos que a descarbonização vai parar, acho que nao tem volta. Mas a provocação do Trump vai nos dar oportunidade para rediscutir metas e prazos. As metas impostas anteriormente são ultra agressivas e difíceis. Vai trazer a tona o que é factível e o que vale economicamente', apontou Silvia Nascimento presidente da Aço Verde do Brasil (AVB)
'Ainda é uma incógnita. A única certeza é que vão ter novas discussões e vai gerar certa instabilidade. Mas ainda é cedo para tirar uma conclusão'.
Negresiolo também citou a importância do mercado regulado de carbono - Lei nº 15.042 - sancionada no dia 11 de dezembro de 2024.
'É extremamente importante que tenhamos politicas públicas. Não existe maneira de avançar [na siderurgia verde] sem essas politicas'.
O que é o Acordo de Paris
O Acordo de Paris foi aprovado pelos 195 países em 2015 para reduzir emissões de gases de efeito estufa no contexto do desenvolvimento sustentável. O compromisso ocorre no sentido de manter o aumento da temperatura média global em bem menos de 2°C acima dos níveis pré-industriais e de envidar esforços para limitar o aumento da temperatura a 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.
Embora a adoção do Acordo de Paris tenha sido um momento marcante e colocado o mundo em um caminho apoiado pelos cientistas, ele não foi específico sobre como os países devem atingir suas metas. Cada país define suas próprias metas de poluição e métodos para alcançá-las.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



