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Governo de Minas lançará estudo sobre as regiões mais promissoras do setor florestal

Anúncio foi feito nesta quinta-feira (10), durante o 2° Florestas Uai, organizado pela Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF)

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Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa
Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Mila Corrêa da Costa • Malinovski/ Divulgação

O Governo de Minas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e o Invest Minas, vão lançar em breve um estudo estudo sobre as potencialidades do cadeia produtivo de silvicultura no estado. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (10), durante o 2° Florestas Uai, organizado pela Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) e a Malinovski.

O objetivo é identificar regiões promissoras para o setor e para a instalação de indústrias de grande porte, além de caracterizá-las em detalhes. A análise vai abordar o perfil da silvicultura no estado, incluindo preços médios de compra venda e arrendamento de áreas florestais, benefícios fiscais (como isenções e reduções de ICMS) práticas eficientes de sequestro de carbono, e regiões com maior produtividade, com base no Incremento Médio Anual (MA).

O estudo também inclui uma análise SWOT regional e compara a qualidade de florestal de Minas com a de outros estados como Mato Grosso do Sul; Espírito Santo; São Paulo; Rio de Janeiro; Goiás e Tocantins.

"O crescimento do setor florestal é muito importante para Minas Gerais por causa da necessidade de diversificação. Nós tivemos agora o agro pela primeira vez na história ultrapassando a mineração na exportação em mais de R$ 100 bilhões. É uma demonstração da necessidade de diversificação e ao mesmo tempo do investimento do governo de Minas em outras áreas e o setor agroindustrial é uma dessas áreas de investimento do governo do estado", afirmou a secretária Mila Corrêa da Costa à Itatiaia.

"Com esse estudo a gente consegue não só um diagnóstico, mas a gente consegue também traduzir em investimentos concretos para o setor, é, regionalizando a atuação do da silvicultura e ao mesmo tempo aumentando a produção da agroindústria em Minas Gerais", ress

O que a AMIF espera?

Em conversa com a Itatiaia, a presidente da AMIF, Adriana Maugeri, falou sobre a expectativa do desenvolvimento do setor.

"O estado por décadas vinha com dependência de uma atividade apenas e essa atividade extremamente importante [mineração] mas é um risco muito grande você ter apenas uma atividade que traz prosperidade" analisou a presidente sobre a mineração, que foi ultrapassa pelo agro como maior atividade exportadora.

[read_too_auto query_format="category" posts_limit="3" posts_origin="agro" title="Leia também"][/read_too_auto]"Dentro de todo o contexto global das alterações climáticas o governo enxergou que o setor florestal tem um potencial para efetivamente contribuir com o desenvolvimento da economia verde, são florestas, energia renovável e com isso ele estabeleceu um plano interessante com várias medidas, umas já feitas, outras em curso, outras aí já no horizonte para desburocratizar e alavancar o desenvolvimento florestal sustentável e ordenado", disse à reportagem.

Com o estudo e as novas medidas do governo a AMIF espera a atração de novos investimentos consolidados mais sólidos para ampliação além da floresta, geração de empregos para o estado.

"Tenho certeza que isso vai acontecer, isso traz mais ânimo, para que o mineiro possa entender e admirar suas reais vocações que trazem vantagens competitivas singulares para o Brasil inteiro", ressaltou Adriana.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde