Fiscalização apreende mais de 14 mil litros de bebidas irregulares no Paraná
Entre as bebidas estão cachaças, vinhos e licores; operação foi em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba

Uma ação conjunta entre o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e a Polícia Civil do Paraná apreendeu, na última segunda-feira (24), mais de 1,2 mil caixas de bebidas sem registro e com suspeita de adulteração em Campo Largo, na Região Metropolitana de Curitiba. Ao todo, 14.640 litros de produtos foram retirados de circulação.
A operação contou com auditores fiscais federais agropecuários do Programa Vigifronteiras e do Serviço de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Sipov/PR), além de agentes do 7º Distrito Policial de Curitiba.
Suspeita de falsificação e ausência de rastreabilidade
No local, os fiscais encontraram 20 caixas de garrafas de dois litros na área de vendas e outras 1.200 caixas no depósito. O produto, comercializado sob os nomes "Vinho Tinto Seco Bordô Colonial", "Vinho Casarão" e "Vinho Vô Luiz", chegava ao estabelecimento sem rotulagem e era etiquetado no próprio comércio. Rolos de rótulos dessas marcas também foram apreendidos.
O responsável pelo estabelecimento não apresentou documentos que comprovassem a origem, os ingredientes ou as condições de fabricação da bebida. Embora o produto fosse vendido como vinho, a fiscalização suspeita de que se trate de uma bebida alcoólica mista composta por álcool, corantes, aromatizantes, açúcar e conservantes. Amostras foram enviadas para análise laboratorial a fim de atestar a real composição.
Apreensões complementares e desdobramentos
A equipe fiscalizadora também recolheu outros itens com indícios de irregularidades e importação clandestina:
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Cachaça: 60 garrafas sem comprovação de origem.
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Licores: 68 garrafas de sabores variados.
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Bebidas importadas: 66 garrafas entre vinhos e destilados estrangeiros sem registro no Mapa.
O material apreendido foi encaminhado para um depósito sob custódia da Polícia Civil, contando com suporte logístico do Exército Brasileiro e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) para o transporte. As investigações prosseguem para identificar os responsáveis pela fabricação e distribuição das bebidas e aplicar as sanções administrativas e criminais cabíveis.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.



