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Exportação de frango sobe 5,3% e Brasil atinge receita inédita em fevereiro

Receita atingiu US$ 945 milhões; China retoma liderança e setor celebra abertura de novo mercado na Oceania

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Após gripe aviária, exportações de carne de frango devem bater novo recorde em 2025
Paraná segue isolado na liderança da produção para exportação • Canva/Banco de imagem

O setor de proteína animal do Brasil alcançou marcas inéditas no segundo mês de 2026. Segundo dados da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) divulgados nesta sexta-feira (6), as exportações de carne de frango totalizaram 493,2 mil toneladas em fevereiro, o maior volume já registrado para o mês na história.

O desempenho representa uma alta de 5,3% em relação a 2025. Em termos financeiros, o crescimento foi ainda mais expressivo com salto de 8,6%, atingindo US$ 945,4 milhões, consolidando o melhor primeiro bimestre de todos os tempos para a avicultura nacional.

China retoma o topo e Europa acelera

Após oscilações recentes, a China reassumiu o posto de principal destino da carne de frango brasileira, com 49,4 mil toneladas importadas em fevereiro. Outro destaque foi o forte avanço da União Europeia, que aumentou suas compras em 46,3%.

De acordo com Ricardo Santin, presidente da ABPA, o cenário atual marca a superação definitiva dos entraves comerciais causados pelo foco de Influenza Aviária registrado em maio de 2024.

"Os efeitos foram superados e devem influenciar positivamente os próximos meses. Isso comprova a forte demanda internacional pela proteína do Brasil", avaliou Santin.

Desempenho por estado

O Paraná segue isolado na liderança da produção para exportação, sendo responsável por quase metade do volume nacional:

  • Paraná: 211 mil toneladas (+13,3%)
  • Santa Catarina: 104,6 mil toneladas (-1,9%)
  • Rio Grande do Sul: 61,1 mil toneladas (-12,4%)
  • São Paulo: 28,8 mil toneladas (+6,4%)

Novo mercado: Ilhas Salomão

O setor também celebrou a abertura de mercado nas Ilhas Salomão, na Oceania. Com uma população de 830 mil habitantes e produção interna limitada, o país depende fortemente de importações para segurança alimentar. Até então, o mercado era dominado por Austrália e Estados Unidos, cenário que o Brasil pretende mudar com sua competitividade sanitária.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde