Itatiaia

Eficiência energética na irrigação é tema de palestra no 7º IRRIGACANA

Apresentação vai discutir como decisões de projeto e manejo influenciam o consumo de energia e os custos da irrigação

Por
Pivô central irrigando uma área de cultivo com plantas verdes.
Eficiência energética depende do projeto, manejo e monitoramento do equipamento. • Pexels

Em um sistema de irrigação, desperdícios de energia nem sempre começam quando o equipamento é ligado. Muitas vezes, são definidos antes mesmo da instalação e podem ser ampliados por um manejo inapropiado. O assunto é uma das temáticas do 7º Seminário Brasileiro de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-Açúcar (IRRIGACANA), que será realizado nos dias 9 e 10 de setembro no Multiplan Hall, em Ribeirão Preto (SP).

Durante o evento, essa relação entre projeto, operação e resultado econômico será o tema da palestra “Do dimensionamento ao manejo: o caminho para a eficiência energética no pivô central”, apresentada por Saulo Gare Ginak, gerente de Produto e de Marketing da Valmont Brasil. A apresentação será no dia 9, às 14h30. 

Segundo Saulo, a eficiência de um pivô central depende da integração de diferentes decisões. Escolhas inadequadas podem resultar em equipamentos que demandam mais energia do que o necessário ao longo de toda a operação. “O custo energético de um pivô não deve ser analisado apenas quando chega a conta de eletricidade. Ele começa a ser definido no projeto. Mas mesmo um sistema bem dimensionado precisa de manejo, monitoramento e ajustes para continuar operando com eficiência. O verdadeiro ganho está em conectar engenharia, tecnologia e agronomia”, afirmou.

Além disso, a palestra também abordará o papel do manejo na definição de quando e quanto irrigar. A aplicação de água sem correspondência com a necessidade da cultura pode aumentar o consumo energético, elevar os custos operacionais e limitar o retorno sobre o investimento realizado em irrigação.

Para o setor sucroenergético, essa discussão ganha relevância diante da necessidade de conciliar produtividade, previsibilidade e controle de custos. A irrigação deixou de ser vista somente como uma resposta aos períodos de seca e passou a integrar o planejamento produtivo e financeiro das propriedades e unidades agroindustriais.


Promovido pelo Grupo de Irrigação e Fertirrigação de Cana-de-Açúcar (GIFC), o IRRIGACANA 2026 reunirá cerca de 700 participantes, entre representantes de usinas, produtores rurais, pesquisadores, especialistas e fornecedores do setor bioenergético.

Por

*Giulia Di Napoli colabora com reportagens para o portal da Itatiaia. Jornalista graduada pela UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais), participou de reportagem premiada pela CDL/BH em 2022.

 

 

Belo Horizonte