Carne e café vivem momentos distintos na busca por novos mercados
Enquanto a carne brasileira amplia destinos, o café enfrenta incertezas

A indústria da carne do Brasil já conquistou três novos mercados após o “tarifaço” imposto pelos Estados Unidos. Além de São Vicente e Granadinas, no Caribe, o país passou a exportar para a Indonésia, o quarto mais populoso do mundo, incluindo carne bovina com osso e miúdos e para as Filipinas.
Segundo Pedro Braga, presidente do Sinduscarne, entidade que representa a indústria de carnes em Minas Gerais, as sobretaxas americanas impactaram a competitividade do produto brasileiro. “Os Estados Unidos aplicaram uma tarifa de 24,6% sobre a carne bovina brasileira. Já vínhamos nos preparando para isso desde o ano passado. Nossa competitividade frente à carne australiana e argentina já estava comprometida”, explica.
“Hoje atendemos mais de 160 mercados diferentes, com carne de qualidade. No início houve dúvidas, pois tínhamos cerca de 160 mil toneladas em trânsito para os Estados Unidos ou nos portos, mas tudo foi esclarecido após o decreto, e agora estamos direcionando esforços para outros países", ressaltou Braga sobre o papel do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na abertura de novos mercados.
Braga destaca que a suspensão das exportações para os EUA não afeta os preços no mercado interno: “A carne exportada para os Estados Unidos é voltada principalmente para a indústria, usada na produção de hambúrgueres. Não é o mesmo corte que encontramos nos supermercados".
Café enfrenta barreiras
O Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) informou que busca a inclusão do café na lista de exceções da ordem executiva americana, o que poderia reduzir os danos ao setor.
Fabiano Frade é jornalista na Itatiaia e integra a equipe de Agro. Na emissora cobre também as pautas de cidades, economia, comportamento, mobilidade urbana, dentre outros temas. Já passou por várias rádios, TV's, além de agências de notícias e produtoras de conteúdo.



