Azeites e azeitonas de Minas: governo inicia mapeamento da olivicultura no estado
Trabalho de diagnóstico da atividade funciona a partir de um questionário disponível para preenchimento online

A Câmara Técnica Setorial de Olivicultura, instituída no final de 2024, pelo Governo de Minas Gerais, deu início a um trabalho de diagnóstico da atividade - produção de azeitonas e azeites - no estado.
O trabalho funciona a partir de um questionário disponível para preenchimento online, baseado em um modelo já aplicado a produtores de cachaça.
As informações captadas vão ajudar a equipe de trabalho composta por representantes de 16 instituições, públicas e da sociedade civil, a propor políticas públicas voltadas ao desenvolvimento do setor.
“A Câmara Técnica é uma oportunidade para aproximarmos a cadeia produtiva do governo na busca por ações mais assertivas”, destaca o coordenador do Programa de Pesquisa em Olivicultura da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (EPAMIG), Pedro Moura.
A coordenação da Câmara é da Associação de Olivicultores dos Contrafortes da Mantiqueira (Assoolive), representada pelo presidente Moacir Batista do Nascimento Filho. “Não temos dados consolidados dos olivicultores, da área plantada em Minas Gerais ou no Sudeste do Brasil, temos projeções, 150 produtores no Estado e 200 na região. A Câmara vem para unir a cadeia e oficializar esses dados”, aposta Moacir.
Perspectivas da olivicultura mineira
Em 2025, a produção de azeitona e azeites na Serra da Mantiqueira foi menor que no ano anterior, em função de questões climáticas e de uma já identificada bienalidade. Para 2026, a perspectiva é de melhora na safra. “Considerando o fator bienalidade e a expectativa de maior quantidade de horas de frio este ano, esperamos que 2026 seja um ano de safra alta”, diz o pesquisador.
O presidente da Assoolive compartilha dessa opinião. “Devemos ter um clima mais regular em 2025, com temperaturas que vão favorecer a floração dos olivais, com perspectivas de mais frutos e mais azeites em 2026”, projeta Moacir que complementa: “As adversidades não afetaram a qualidade dos nossos azeites, que é extremamente elevada”.
Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de cidades, agro e saúde



