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Alta do dólar 'blinda' preços do café no Brasil contra perdas no exterior, aponta Cepea

Análise do Cepea desta quarta-feira (28) indica que câmbio sustentou cotações do arábica e do robusta; atenção agora se volta ao clima e ao desenvolvimento dos chumbinhos

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Chuvas paralisam colheita de café, mas estimulam florada no Cerrado Mineiro
Imagem ilustrativa de café no Vale do Jequitinhonha • Giullia Gurgel/ Itatiaia

A valorização do dólar frente ao Real tem sido o principal pilar de sustentação para os preços do café arábica e robusta no mercado brasileiro. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a movimentação cambial impediu repasses de queda aos produtores locais, mesmo em um momento de recuo nas bolsas internacionais.

No exterior, os contratos futuros vinham sendo pressionados por dois fatores centrais: o bom volume de chuvas nas praças produtoras do Brasil, que alimenta o otimismo em relação à oferta global, e a expectativa dos agentes de mercado quanto a uma recomposição dos estoques certificados na ICE Futures, em Nova York.

Próximos passos e atenção ao clima

O cenário de curto e médio prazo exige cautela do setor. De acordo com o Cepea, a safra 2027/28 do café arábica encontra-se no período crítico de pegamento de florada e formação dos chumbinhos. Por se tratar de um ciclo de bienalidade baixa, qualquer oscilação climática atípica pode elevar rapidamente a volatilidade dos preços domésticos, que permanecerão de olho no dólar e no campo.

Alta do dólar após eleição no Brasil

Na segunda-feira (26), o dólar disparou 8,36% frente ao real, fechando a R$ 5,4066. A moeda americana chegou a superar R$ 5,60 durante a manhã, mas desacelerou a alta ao longo do pregão. Foi o maior avanço desde 5 de março de 2003, quando o dólar subiu 10,4%. A valorização foi impulsionada pela reação negativa do mercado à reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) como presidente. Ele agora segue para o seu quarto-mandato e se tornou o presidente mais votado da história.

O valor de fechamento de R$ 5,4066 foi o mais alto registrado desde 2 de janeiro deste ano, segundo informações da Reuters.

No entanto, o dólar abriu em baixa nesta terça-feira (27) ante o real, cotado a R$ 5,3960.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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