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Florada do café começa bem, mas calor e El Niño acendem alerta para a safra, aponta Cepea

Chuva recente sustentou os frutos nos cafezais pelo país, mas produtores em Minas e São Paulo monitoram temperaturas elevadas e o risco de abortamento até dezembro, aponta Cepea

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Lavoura de café no Vale do Jequitinhonha • Giullia Gurgel/ Itatiaia

O início da safra 2027/28 de café começou com sinais positivos nas principais praças cafeeiras do Brasil. As floradas ocorreram dentro do esperado e o pegamento inicial dos frutos é considerado bom na maior parte das regiões produtoras, segundo acompanhamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq-USP).

Apesar do otimismo inicial, pesquisadores e colaboradores consultados pela instituição ressaltam que a cultura ainda está no começo de seu ciclo biológico. A combinação de ondas de calor intenso com a possível atuação do fenômeno El Niño nos próximos meses mantém os cafeicultores em alerta máximo para o risco de abortamento de chumbinhos (os frutos recém-formados).

Clima instável no Cerrado Mineiro e na Mogiana Paulista

A alta temperatura é a principal fonte de apreensão no curto prazo. No Cerrado Mineiro, agentes do setor relatam que as pancadas de chuva têm sido intercaladas por dias de sol forte e calor extremo. Diante dessa oscilação, a avaliação de agrônomos e produtores é de que a real consolidação do pegamento dos frutos só poderá ser confirmada por volta de dezembro.

Já na região da Paulista (Mogiana), a preocupação central é que a permanência do calor forte combinada aos efeitos do El Niño cause a queda prematura das floradas e dos frutos em formação ao longo das próximas semanas.

Chuvas garantem suporte no campo

Por outro lado, o volume de precipitações registrado nas últimas semanas nas regiões cafeeiras trouxe alívio para os cafezais. Segundo o Cepea, a umidade gerada pelas chuvas tem sido fundamental para garantir a nutrição das plantas e a sustentação dos frutos nos pés até o momento.

O comportamento do clima entre novembro e dezembro será determinante para fixar o potencial produtivo da safra brasileira de café no novo ciclo.

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Formada em jornalismo pelo Centro Universitário de Belo Horizonte (UniBH), Giullia Gurgel é repórter multimídia da Itatiaia. Atualmente escreve para as editorias de Agro e Brasil.

 

 

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