Valdir Barbosa: Governo x Agro, haverá incentivo para produção de alimentos mais baratos para a mesa do brasileiro?
Os juros que não baixam, altos preços dos insumos, endividamentos causados pelo clima adverso e a falta de um seguro rural eficaz, formam o pacote insegurança para a próxima safra da agropecuária

Amigas e amigos do Agro!!
A relação do presidente Lula com o agronegócio sempre foi marcada pela polarização, havendo um distanciamento político com uma boa parcela dos agropecuaristas, muitas vezes eles são chamados de facistas pelo presidente.
Entretanto o desconforto no campo não se limita somente à política. O produtor brasileiro passa por um momento de forte pressão financeira, principalmente pelos altos juros que encarecem os créditos e o custo da produção que oscila com os preços de venda.
Paralelo a esse panorama, há produtores e empresas agrícolas que vão somando dívidas ano a ano por causa de um clima desequilibrado, ora chovendo muito, ora com a seca forte.
O próprio governo criou linhas de crédito para os endividados e muitos não conseguem acionar com sucesso os bancos financiadores, porque estão com o cadastro negativo por causa de dívidas acumuladas.
Outro ponto crítico é o seguro rural que oferece cobertura de subvenção do governo apenas para 5% de toda área plantada no Brasil.
São as diferenças gritantes num Brasil que se posiciona entre os 3 maiores produtores e exportadores de alimentos do mundo, representando 25% do PIB nacional, 28 milhões de empregos, porém muitos produtores renegociando dívidas tentando conseguir financiamento para a próxima safra.
Por isso, a intervenção positiva do governo nos vários setores do agro poderia garantir alimento mais barato para o povo e uma cobertura para o produtor que trabalha à céu aberto num duelo contra o El Niño.
Empresários do açúcar e etanol fazem duras críticas a escala 5x2 e querem subsídios para o setor, assim como recebem os produtores de soja, milho, arroz, feijão e outros.
Valdir Barbosa
Itatiaia Agro
Produtor rural no município de Bambuí, em Minas Gerais, foi repórter esportivo por 18 anos na Itatiaia e, por 17 anos, atuou como Diretor de Comunicação e Gerente de Futebol no Cruzeiro Esporte Clube. Escreve diariamente sobre agronegócio e economia no campo.



