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Agrotechs: qual a importância das startups para o agro?

Modelo de negócio utiliza tecnologia para resolver dores e problemas dos produtores rurais e desenvolver toda a cadeia agronegócio

O analista em agronegócio do Sebrae Minas, especialista em tecnologias voltadas ao agronegócio, Breno Mendonça, disse à Itatiaia que, antes de mais nada, é preciso lembrar do impacto do agronegócio na economia brasileira, responsável por 25% do PIB total do país. “Por outro lado, tamanha grandiosidade traz uma série de desafios e as startups chegam para ajudar a resolver esses problemas, com soluções muito específicas e focadas em tecnologia. A ideia é apoiar o desenvolvimento individual dos produtores rurais e da cadeia do agronegócio, como um todo”, disse.

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Para quem não sabe, Startup é uma empresa nova com um modelo de negócios escalável, repetível e uma ideia inovadora que provoca impacto na sociedade, seja com um produto ou um serviço que ‘resolve um problema’.

Existem algumas condições que tornam uma empresa reconhecida como startup. Entre elas, o cenário incerto, já que o modelo de negócio de uma startup geralmente não foi testado e traz particularidades que precisam ser provadas. 

Outro fator de incerteza entre as startups é a sustentabilidade de mercado, pois é preciso que este negócio seja sustentável ao longo do seu crescimento.

Para todos os perfis de produtor rural

Segundo ele, uma startup pode ser útil para qualquer perfil de produtor rural - dos pequenos, oriundos da agricultura familiar aos grandes empresários do agro porque há empresas focadas nos mais diversos segmentos operacionais. Um bom exemplo são as agfintechs que auxiliam o produtor a acessar crédito com mais agilidade. “Por meio das startups, o produtor tem acesso a tecnologias que otimizam seu modelo produtivo, seja ajudando na identificação de pragas e doenças, monitorando as lavouras, viabilizando a rastreabilidade dos produtos ou até mesmo desenvolvendo tecnologias para gestão do negócio em si (gestão financeira e de processos). As startups democratizam o acesso à tecnologia. E para as startups, os produtores rurais também são importantes, pois são eles que validam suas ideias e seus modelos de negócio.

Quais startups estão ‘bombando’?

  • aquelas voltadas para questões ambientais como a redução da pegada de carbono, por exemplo;
  • as que facilitam o acesso ao crédito, as chamadas Agfintechs;
  • as que têm foco na internet das coisas, no uso de drones capazes de identificar falhas em determinadas áreas da lavoura.
  • aquelas focadas em Inteligência Artificial (IA) para análise de grandes volumes de dados, como, por exemplo, automatizar uma tarefa no campo que trará uma maior eficiência operacional. ‘Isso pode ser desde algum tipo de sensor que eu possa instalar no meu trator para medir consumo de combustível, quanto de manutenção para saber quanto essa máquina está me gerando de custo e quanto está impactando no meu negócio”, disse Breno.
  • startups relacionadas à robótica, implementação de máquinas, robôs para tarefas específicas como colheita, monitoramento de comportamento animal e softwares aplicados à gestão da propriedade que ajudam o produtor na contabilidade do negócio.

Quais os principais desafios enfrentados?

A falta de conectividade (de acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária, 73% das propriedades rurais no Brasil não têm internet) e a resistência dos produtores rurais: “grande parte ainda é bastante resistente às novas tecnologias e acha que pode viver e crescer sem elas. É uma questão cultural”.

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Maria Teresa Leal é jornalista, pós-graduada em Gestão Estratégica da Comunicação pela PUC Minas. Trabalhou nos jornais ‘Hoje em Dia’ e ‘O Tempo’ e foi analista de comunicação na Federação da Agricultura e Pecuária de MG.



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