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Veja qual foi o equipamento utilizado para recuperar os destroços do submarino Titan

Destroços do submarino que implodiu durante expedição ao Titanic chegaram ao porto de Saint Johns, no Canadá, nesta quarta-feira (28)

Veja qual foi o equipamento utilizado para recuperar os destroços do submarino Titan.

Os destroços do submersível Titan, que implodiu no Oceano Atlântico durante expedição ao Titanic, chegaram no porto de Saint Johns, no Canadá, nesta quarta-feira (28). As primeiras fotos do que restou da embarcação foram reveladas.

O responsável por trazer o material à superfície foi a empresa Pelagic Research Services, que disse à CNN que “concluiu com sucesso” as operações de resgate do submarino Titan e “estará em processo de desmobilização do Horizon Arctic” nesta manhã.

“Eles trabalharam incansavelmente por dez dias, enfrentando os desafios físicos e mentais desta operação, e estão ansiosos para completar a missão e retornar para seus entes queridos”, disse a empresa em um comunicado.

As buscas pelo submarino Titan utilizaram os chamados ROVs, veículo de operação remota que permite fazer uma intervenção em águas profundas.

Os ROVs são muito grandes e poderosos, equipados com luzes, câmeras e tecnologia que os tornam “construídos especificamente para ir a essas profundezas”, disse Mike Welham, especialista em operações marítimas e escritor, à CNN.

“Eles, então, começarão um padrão de busca”, explicou Welham. “Está escuro como breu lá embaixo, então as luzes estão se apagando na frente dele, e a câmera vai gravar tudo o que acontece na frente (dele)”.

“O piloto do veículo — que está no navio — irá gerenciá-lo e flutuar em um padrão de grade, um padrão acordado, onde eles podem procurar qualquer coisa incomum no fundo do mar”.

Submarino desaparecido

O submarino Titan, da OceanGate, estava desaparecido desde o dia 18 de junho. A Guarda Costeira dos Estados Unidos confirmou a morte dos passageiros do submarino 22 de junho, após perda da pressão da cabine.

Estavam no submarino o empresário britânico Hamish Harding; o mergulhador Paul-Henri Nargeolet; o empresário paquistanês Shahzada Dawood e seu filho, Sulaiman Dawood; e o CEO e fundador da OceanGate, Stockton Rush.

“Em nome da guarda costeira dos EUA dou os pêsames para as famílias. Só consigo imaginar como isso tem sido para eles e espero que essa descoberta traga algum conforto nesse momento tão difícil”, disse o contra-almirante John Mauger, comandante do Primeiro Distrito da Guarda Costeira, em entrevista à imprensa.

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