Ipatinga está entre os cinco municípios mineiros com áreas de risco associadas a eventos climáticos extremos, como o que ocorreu na Zona da Mata Mineira esta semana, e no Vale do Aço em janeiro de 2025. Os dados foram levantados pelo Serviço Geológico do Brasil (SGB).
De acordo com os dados, nos municípios mapeados, já foram identificadas em Minas Gerais 3,5 mil áreas de risco – 767 de risco muito alto e 2,7 mil de risco alto. A maior parte associada a deslizamentos: 2,6 mil áreas. Segundo os dados, mais de 583 mil pessoas vivem nas áreas de risco em Minas.
Entre os municípios mapeados pelo SGB, os dez que mais apresentam áreas de risco são: Ouro Preto (313), Betim (180), Ibirité (110), Ipatinga (99), Juiz de Fora (80), Aimorés (76), Santa Luzia (75), Resplendor (69), Nova Era (61) e Sabinópolis (56).
O SGB reforça que os estudos podem apoiar o poder público municipal em ações para prevenir desastres. No estado, já foram realizados mapeamento de áreas de risco em 218 municípios, até fevereiro de 2026. Esse trabalho faz parte de uma atuação nacional mais ampla, que já contemplou mais de 1,8 mil cidades em todo o país.
“A Zona da Mata do estado de Minas Gerais está sendo afetada por chuvas torrenciais, o que causa a saturação do solo e que acaba provocando processo de movimentos de massa – como deslizamentos e corrida de detritos – e também inundações. Muitas dessas áreas afetadas recentemente já foram mapeadas pelo SGB e nós recomendamos que a população e os gestores municipais acessem os produtos e verifiquem se há outras áreas de risco”, explica o geólogo e pesquisador do SGB Diogo Rodrigues, chefe do Departamento de Gestão Territorial do SGB.
O pesquisador reforça ainda a importância da população ficar atenta aos sinais como árvores inclinadas, muros embarrigados e trincas no terreno. “Caso identifique essas evidências, contate a Defesa Civil Municipal para que sejam tomadas as medidas cabíveis”, orienta Rodrigues.