Viagens aéreas podem dobrar até 2050, com avanço puxado por Ásia e África
Relatório da lata indica forte expansão global até meados do século, com crescimento mais acelerado em mercados emergentes e desaceleração gradual em regiões já consolidadas

A Associação Internacional do Transporte Aéreo (lata) projeta que a demanda global por viagens aéreas de passageiros deve mais que dobrar até 2050. A estimativa faz parte do estudo de longo prazo da entidade, que considera fatores como crescimento econômico, expansão populacional, custo do combustível, transição energética e capacidade do setor.
Segundo a Iata, o cenário geral é positivo para a aviação mundial. A entidade avalia que o aumento no número de passageiros deve impulsionar o desenvolvimento econômico e gerar empregos, à medida que o transporte aéreo amplia a conectividade entre países.
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O avanço, no entanto, não será uniforme. As regiões da Ásia-Pacífico e da África devem liderar o crescimento, com taxas médias anuais de 3,8% e 3,6%, respectivamente, entre 2024 e 2050. Já mercados mais consolidados, como Europa e América do Norte, devem registrar expansão mais moderada, de 2,5% e 2,8%.
Entre as rotas com maior potencial de crescimento estão as ligações dentro da África, conexões entre África e Ásia-Pacífico e voos dentro da própria Ásia, além de rotas entre África e América do Norte.
O relatório também aponta mudanças estruturais no setor após a pandemia de Covid-19. Diferentemente de crises anteriores, a recuperação não deve retornar completamente à trajetória histórica de crescimento alinhada ao PIB global, indicando um novo padrão de demanda.
Além disso, a expansão do setor tende a desacelerar ao longo das próximas décadas. O crescimento médio anual, que já foi de 6,1% entre 1972 e 1998 e caiu para 4,5% entre 1998 e 2024, deve ficar em torno de 3,1% até 2050 — reflexo da maturidade de alguns mercados e de mudanças no comportamento dos viajantes.
Jornalista graduada na PUC Minas. Trabalhou como repórter do caderno Gerais do jornal Estado de Minas. Na Itatiaia, produziu inicialmente conteúdos para as editorias Minas Gerais, Brasil e Mundo. Atualmente, colabora com as editorias Turismo e Emprego e Concursos.



